Chesf não será excluída da privatização da Eletrobras, diz ministro

Chesf vem enfrentando dificuldades, segundo Fernando Coelho Filho.

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, descartou a possibilidade de excluir a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) ou qualquer outra subsidiária do processo de privatização da Eletrobras. O político veio a Pernambuco em visita ao Estaleiro Atlântico Sul, localizado no Complexo de Suape, nesta segunda-feira (11).

Governadores dos nove estados do Nordeste divulgaram na última semana uma carta criticando as privatizações e pedindo a exclusão da Chesf do processo, entre outros pontos. “É evidente que um debate como esse gera uma série de contribuições, de reações e de controvérsias, mas neste momento não tem a expectativa de poder se tirar a Chesf ou qualquer subsidiária dentro desse processo”, aponta Coelho Filho.

Fernando Coelho Filho durante visita em Pernambuco (Crédito: Mônica Silveira/TV Globo)
Fernando Coelho Filho durante visita em Pernambuco (Crédito: Mônica Silveira/TV Globo)

O ministro afirma que o modelo da desestatização ainda está sendo montado e a expectativa é de que o mesmo seja divulgado ainda neste mês de setembro. Dentre os pontos está a previsão de recursos para recuperar o Rio São Francisco.

“O que se tem trabalhado dentro do governo e será apresentado não só ao presidente, como à toda bancada do Nordeste e também aos governadores, é que dentro deste processo se tenha também, com parte dos recursos gerados através das usinas do Rio São Francisco, parte desses recursos retornem para investimento na revitalização do próprio rio”, defende.

Coelho Filho ainda apontou que a Chesf vem enfrentando dificuldades em cumprir prazos em suas obras e que há a necessidade de torna-la mais eficiente.

“Para se ter uma ideia, o maior número de obras com atraso na Aneel, na Agência Nacional de Energia Elétrica, a maior participação delas é a Chesf, pela falta de capacidade financeira que a empresa hoje tem. Uma empresa que não tem condições de entregar as suas obras não vai ter condições, nos dias de hoje, de poder cuidar do rio da forma que ele precisa já a algum tempo, não é de hoje”, ressalta.


Fonte: Com informações do G1
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