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“Corta-Fogo”, do MP, previne e conscientiza sobre queimadas no PI

O Piauí registrou, em 2017, 7.657 focos de calor.

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O fogo, muitas vezes utilizado de forma ilegal e sem controle, provoca prejuízos materiais e causa malefícios à saúde das pessoas. Atento aos problemas que o uso indiscriminado do fogo pode provocar, o Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (CAOMA), em parceria com órgãos e instituições que atuam na defesa do meio ambiente, desenvolveu o projeto “Corta-Fogo”.

A solenidade aconteceu na manhã desta sexta-feira, 13 de julho, na sede do Ministério Público do Piauí (MPPI), na zona leste de Teresina. Entre os parceiros da iniciativa estão o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (IBAMA), Secretarias de Estado (Semar) e Municipal de Teresina de Meio Ambiente (Semam), Prefeitura de Teresina (PMT), Superintendência de Desenvolvimento Rural (SDR), Corpo de Bombeiros e Batalhão de Policiamento Ambiental.

 (Crédito: MP/Divulgação )
(Crédito: MP/Divulgação )

O projeto inclui a formação de comissões interdisciplinares, que, na zona urbana, conscientizarão os proprietários de imóveis sobre a proibição de uso do fogo para fins de "limpeza". Na zona rural, o foco é a capacitação de agricultores para a realização da queima controlada, método permitido por lei, mas que depende da obtenção das licenças ambientais cabíveis. Entre as etapas do projeto, também está inserida uma campanha educativa, para que todos os cidadãos evitem deixar lixo em terrenos baldios, não se utilizem indiscriminadamente do fogo para o tratamento de resíduos domiciliares e não descartem materiais e substâncias inflamáveis de forma indevida. Segundo o cronograma do projeto, serão realizadas quatro reuniões de campo nas seguintes localidades: povoado Cerâmica Cil, Taboca do Pau Ferrado, Santa Teresa e Soinho.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Piauí registrou, em 2017, 7.657 focos de calor no Estado. Neste ano, já foram contabilizados 848 focos.

Em sua fala, a Promotora de Justiça Denise Costa Aguiar, coordenadora do CAOMA, destacou a importância das parcerias estabelecidas pelo Ministério Público para o desenvolvimento do projeto. “O Ministério Público vem pensando uma estratégia de atuação preventiva e que entrelaçe as instituições para o controle de queimadas e combate a incêndios florestais. Com o objetivo de reduzir os danos ambientais e sociais causados pelas queimadas e incêndios e consequentemente reduzir quantidade de focos de calor, nasce o projeto “Corta-Fogo”, diz.


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