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Dor de cabeça adia o julgamento da viúva da Mega-Sena

O julgamento foi remarcado para o dia 28 de novembro.

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A juíza Roberta dos Santos Braga Costa, da 2ª Vara Criminal de Rio Bonito, adiou mais uma vez o julgamento da ex-cabeleireira Adriana Ferreira Almeida, viúva do milionário Renné Senna. O julgamento estava marcado para as 10h desta terça-feira. A decisão da magistrada teve como base uma petição protocolada em juízo às 13h30m desta segunda-feira, na qual o advogado de Adriana, Jackson Rodrigues, alega que fortes dores de cabeça ? em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC) que teve recentemente ? o impediriam de comparecer ao júri.

Além de Adriana, seriam julgados a personal trainer Janaína Silva de Oliveira, e os PMs Marco Antônio Vicente e Ronaldo Amaral de Oliveira, o China.

O julgamento foi remarcado para o dia 28 de novembro.

Ganhador de R$ 52 milhões na Mega-Sena em 2005, o ex-lavrador Renné Senna foi executado a tiros em 7 de janeiro de 2007, no distrito de Lavras, em Rio Bonito.

No fax encaminhado pelo advogado Jackson ao cartório há um atestado médico que diz que ele precisa de 40 dias de repouso, devido à "doença neurológica incapacitante".

Em sua decisão, a juíza demonstra insatisfação com mais um adiamento do julgamento - o quinto.

"Em que pese a gravidade da enfermidade ora noticiada e até mesmo em função de tal fato, há de se considerar que o adiamento ora requerido se mostra extremamente prejudicial ao andamento do processo que, vale dizer, diz respeito a crime de homicídio qualificado perpetrado em 07 de janeiro de 2007, tendo transcorrido mais de quatro anos desde a referida data, sem que tenha sido possível a realização da sessão plenária de julgamento de quatro dos réus pronunciados. Não se afigura minimamente razoável o longo prazo transcorrido desde o assassinato da vítima Rene Senna, sem que tenha havido o necessário julgamento de quatro dos réus, valendo ressaltar que o julgamento pelo Tribunal do Júri de pessoas acusadas por delitos que atentem contra a vida constitui uma garantia constitucional do próprio réu, não sendo possível, portanto, adiamentos sucessivos, por prazo indefinido da Sessão Plenária (...)".

Para evitar que o júri seja novamente adiado em novembro, a magistrada determinou que Jackson Rodrigues indique um advogado de sua confiança para representar Adriana na audiência, caso ele não esteja completamente recuperado, "tendo em vista a gravidade da enfermidade noticiada no atestado médico".


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