Em comunicado à imprensa na terça-feira, 09 de agosto, a AES Brasil pontuou que está adquirindo três ativos eólicos da Cubico Sustainable Investment no Brasil. Os três complexos ficam situados no Piauí (Ventos do Araripe), Pernambuco (Caetés) e Rio Grande do Sul (Cassino), ao todo, os empreendimentos, juntos, têm uma capacidade de geração de 456 MW.

Ao todo, a transação comercial versa em torno de R$ 2,03 bilhão, destes, R$ 1,1 bilhão referente ao equity value e R$ 930 milhões em assunção de dívidas. Nesse sentido, para o financiamento da compra bilionária, a AES Brasil fará um aumento de capital privado de R$ 500 milhões a R$ 1,1 bilhão.

AES fecha o negócio bilionário de energia em três Estados (Foto: AES Brasil/Divulgação)AES fecha o negócio bilionário de energia em três Estados (Foto: AES Brasil/Divulgação)É importante pontuar ainda que a controladora AES Holding já se comprometeu com US$ 100 milhões (R$ 512 milhões no câmbio atual), garantindo o valor mínimo da operação. A ação da AES Brasil foi fixada a R$ 9,61 no aumento de capital, a média dos últimos 60 dias com um deságio de 10%.

O Complexo Eólico situado no Piauí é o que possui maior capacidade de geração: 210,0 MWm. De acordo com a AES Brasil, com a conclusão da operação nos três empreendimentos, a empresa passará a contar com uma capacidade instalada de 5,2 GW renovável, sendo 4,2 GW operacionais e 1,0 GW em construção.

Atualmente, a AES Brasil já conta com um portfólio de plantas eólicas e solares localizadas nos estados de São Paulo, Bahia, Rio Grande do Norte e Ceará. A AES também espera sinergias operacionais, comerciais e financeiras. Com a conclusão da operação, a AES Brasil passará a contar com uma capacidade instalada de 5,2 GW ( 4,2GW operacionais e 1 GW em construção).

Com sede em Londres, a Cubico foi criada em 2015 com a união de ativos de energia renovável do Santander com dois fundos canadenses: o Ontario Teacher’s Pension Plan e o PSP Investments, ambos seguem como acionistas da companhia. No ano seguinte, a Cubico entrou no Brasil ao adquirir a Ventos do Araripe e a Caetés, ambas da família Araripe, por R$ 2 bilhões.