Em setembro, taxa extra da luz será R$ 1 mais barata por 100 kWh

Bandeira amarela definida para o mês que vem.

A conta de luz dos brasileiros seguirá com cobrança de taxa extra em setembro, a chamada bandeira tarifária, mas com valor menor do que foi cobrado em agosto. A bandeira amarela definida para o mês que vem representa um custo extra de R$ 2 a cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos. 

Em agosto, a bandeira em vigor era a vermelha patamar 1 (também chamada de bandeira rosa), com custo extra de R$ 3 a cada 100 kWh consumidos. A informação foi divulgada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) nesta sexta-feira (25).

Informações são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Crédito: Reprodução)
Informações são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Crédito: Reprodução)

A definição leva em conta projeções de chuva na área dos reservatórios das hidrelétricas e de consumo, além de outros fatores. As bandeiras começaram a ser cobradas em janeiro de 2015 e servem para cobrir o custo mais alto de gerar energia por meio das usinas termelétricas, quando a falta de chuvas prejudica os reservatórios das hidrelétricas pelo país.

Quando há pouca chuva, o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas cai, o que diminui a produção de energia. Para compensar essa queda, o governo manda acionar usinas termelétricas, a carvão, que são mais caras. Foi o que aconteceu no país desde 2013.

Foi criado, então, o sistema de bandeiras tarifárias, uma cobrança extra na conta de luz para bancar esses custos maiores na produção de energia. 

Em 2016, a situação melhorou: choveu mais e subiu o volume dos reservatórios das hidrelétricas. Além disso, o consumo das famílias e indústrias caiu, e novas usinas começaram a funcionar.

A bandeira foi sendo alterada ao longo do tempo

Em dezembro do ano passado, vigorou a bandeira verde, sem cobrança de taxa extra;

Em março deste ano, passou a valer a bandeira amarela, com taxa de R$ 2 a cada 100 kWh;

Em abril, entrou em vigor a bandeira vermelha 1, com taxa de R$ 3 a cada 100 kWh;

Em junho, voltou a valer a bandeira verde, sem cobrança de taxa extra.

Em julho, vigorou a bandeira amarela, com taxa de R$ 2 a cada 100 kWh.

Em agosto, passou a valor e bandeira vermelha 1, com taxa de R$ 3 a cada 100 kWh.

A Aneel pede que os consumidores façam o uso eficiente de energia elétrica e combatam os desperdícios.








Fonte: UOL/Reuters e Agência Brasil
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