O Brasil ultrapassou a marca histórica de 14 gigawatts (GW) de potência operacional da fonte solar fotovoltaica, somando as usinas de grande porte e os sistemas de geração própria de energia elétrica em telhados. Como resultado, segundo mapeamento feito pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a energia solar supera a potência instalada da usina hidrelétrica de Itaipu.

Segundo a ABSOLAR, a fonte solar já trouxe ao Brasil mais de R$ 74,6 bilhões em novos investimentos, R$ 20,9 bilhões em arrecadação aos cofres públicos e gerou mais de 420 mil empregos acumulados desde 2012. Com isso, também evitou a emissão de 18,0 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade.

Piauí tem mais de 17 mini usinas em 215 municípios

No Piauí, até 18 de fevereiro, segundo Ramon Campelo, diretor de Mineração da Secretaria de Estado da Mineração, Petróleo e Energias Renováveis, o Piauí na geração centralizada, que trata das grandes centrais fotovoltaica que produzem energia e enviar aos consumidores por meio das linhas e redes de transmissão, conta com um total de 29 empreendimentos em operação (1,033 GW de potência instalada), 5 empreendimentos em construção (215,16 MW ou 0,215 GW) e 74 empreendimentos com construção não iniciada (2,753 GW).

No cenário da geração distribuída, que são as mini e micro usinas localizadas em residências, comerciais ou terrenos destinados para tal, o Piauí tem cerca de 190 MW, um total de 17.453 micro e mini usinas espalhadas em 215 municípios até o dia o dia 18 de fevereiro.

Energia solar supera potência instalada de Itaipu (Divulgação  BNDES)Energia solar supera potência instalada de Itaipu (Divulgação  BNDES)Avanço da energia solar é fundamental para o desenvolvimento social

Segundo Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, o avanço da energia solar no País, via grandes usinas e pela geração própria em residências, pequenos negócios, propriedades rurais e prédios públicos, é fundamental para o desenvolvimento social, econômico e ambiental do Brasil. “A fonte ajuda a diversificar o suprimento de energia elétrica do País, reduzindo a pressão sobre os recursos hídricos e o risco de ainda mais aumentos na conta de luz da população”, comenta.

Segundo análise da entidade, o setor espera um crescimento acelerado este ano nos sistemas solares em operação no Brasil, especialmente os sistemas de geração própria solar, em decorrência do aumento nas tarifas de energia elétrica e da entrada em vigor da Lei n° 14.300/2022, que criou o marco legal da geração própria de energia.

Atualmente, as usinas solares de grande porte são a sexta maior fonte de geração do Brasil e estão presentes em todas as regiões do País, com empreendimentos em operação em dezenove estados brasileiros e um portfólio de 31,6 GW outorgados para desenvolvimento.

No segmento de geração própria de energia, são 9,3 GW de potência instalada da fonte solar. Isso equivale a mais de R$ 49,5 bilhões em investimentos, R$ 11,0 bilhões em arrecadação e cerca de 278 mil empregos acumulados desde 2012, espalhados pelas cinco regiões do Brasil. A tecnologia solar é utilizada atualmente em 99,9% de todas as conexões de geração própria no País, liderando com folga o segmento.