Um estudo inédito realizado no Brasil colocou Teresina entre as capitais do país com um dos menores níveis de endividamento, aparecendo no ranking como a terceira população menos endividada do país. Os dados são da Geofusion, empresa especializada em inteligência geográfica e levam em consideração a tomada de empréstimos para o pagamento de débitos, juros e seguros com dívidas pessoais e prestação de financiamento de imóveis. 

De acordo com o levantamento, que realizou a análise no período 2020/2021, quando a variação dos preços chegou a 10,06%, as cinco capitais nas quais o patamar de endividamento da população se apresentou mais elevado foram Brasília, Florianópolis, Recife, Curitiba e Vitória. Segundo o levantamento, a média mensal de gasto per capita com esse tipo de despesa ficou em R$ 179,18 em Brasília; R$ 172,68, em Florianópolis; R$ 146,48, no Recife; R$ 145,98, em Curitiba, e R$ 126,44, em Vitória.

Teresinenses aparecem entre menos endividados do País | FOTO: Getty Images/Eye EmTeresinenses aparecem entre menos endividados do País | FOTO: Getty Images/Eye Em

Por outro lado, as capitais com menor nível de endividamento da população foram Boa Vista (ticket médio mensal per capita de R$ 13,55), Belém (R$ 20,14), Teresina (R$ 21,80), Manaus (R$ 22,75) e Palmas (R$ 23,56).

"Em todas as capitais e no Distrito Federal, verificamos variação de cerca de 17% no ticket per capita com esse tipo de gasto, quando comparados os anos de 2021 e 2020", revela Susana Figoli, diretora de Inteligência de Mercado.

São Paulo e Rio de Janeiro, as cidades mais populosas do país, mantiveram em 2021 ritmo de endividamento médio, sem grandes alterações. A capital paulista apresentou variação ligeiramente maior, com o ticket per capita mensal que passou de R$ 88,27 para R$ 100,24. Já na capital fluminense, o ticket per capita mensal foi de R$ 75,17 para R$ 88,51.

Brasileiros mais endividados

Os desafios econômicos impostos aos orçamentos domésticos colaboraram para o endividamento do brasileiro. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 75,6% das famílias têm alguma conta ou prestação atrasada. O Sebrae aponta que a inadimplência cresceu 3,37% e atinge mais de 63 milhões de pessoas. 

De acordo com recente pesquisa realizada pela Serasa, o desemprego é, hoje, a maior causa de dívidas dos brasileiros, já que três em cada dez inadimplentes estão sem trabalho. Reorganizar as finanças, renegociar dívidas, procurar uma renda extra são algumas orientações de especialistas para manter a saúde financeira em dia.