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Em meio a surto de febre amarela, macaco é atacado com facão

Outro animal foi morto a tiros

Em meio a surto de febre amarela, macaco é atacado com facão
Bugio-ruivo se recupera no zoológico de Gramado | Reprodução
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Um bugio-ruivo foi agredido com golpes de facão na zona rural da cidade de Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul. Veterinários suspeitam que o ataque tenha sido provocado por medo de que o primata tivesse febre amarela. Outro bugio-ruivo que também foi resgatado junto com ele havia levado um tiro e morreu. O bugio é uma espécie ameaçada de extinção.

O resgate foi feito pelo Corpo de Bombeiros em janeiro e o animal está sendo cuidado no zoológico de Gramado. Os ferimentos no rosto e na mão estão em fase final de cicatrização, mas ainda permanece em observação.

Bugio-ruivo se recupera no zoológico de Gramado (Crédito: Reprodução)
Bugio-ruivo se recupera no zoológico de Gramado (Crédito: Reprodução)

Os macacos não transmitem a febre-amarela, doença que contaminou mais de cem pessoas em zonas rurais do país neste ano e é transmitida por mosquitos. 

Importância dos macacos

"Queremos alertar que o bugio não transmite a doença", ressalta o veterinário Renan Stadler, responsável técnico do Gramadozoo. O vírus não é transmitido diretamente dos macacos aos humanos, portanto, a morte dos animais se torna um alerta para que sejam tomadas medidas de proteção da população.

É importante que não se matem os macacos, como ocorreu em alguns casos recentes e no último surto da doença em 2008. "Quem transmite, é o mosquito através da picada.", explica.

No Brasil, a febre amarela silvestre é endêmica em toda região Norte e Centro-Oeste e em partes das regiões Sudeste, Sul e Nordeste. O vírus da doença está presente em macacos e pode passar para as pessoas pela picada de mosquitos Haemagogus ou Sabethes, típicos de área rural.

Desde dezembro do ano passado, foram notificadas ao Ministério da Saúde mortes de 796 primatas em 276 doenças. Dessas, 92 tiveram confirmação de febre amarela como causa, a maior parte em Minas Gerais (68), e o restante no Espírito Santo (17) e São Paulo (7). 


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