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Michel Temer e Moreira Franco são presos em São Paulo

Mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da Justiça Federal do Rio.

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Atualizada às 18h05

Temer ficará preso em sala na superintendência da PF no Rio de Janeiro.

O juiz Marcelo Bretas aceitou pedido da defesa do ex-presidente Michel Temer para que ele fique preso em uma sala na superintendência da Polícia Federal no Centro do Rio.

"Entendo que o tratamento dado aos ex-presidentes deve ser isonômico, uma vez que o ex-Presidente Lula está custodiado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba", escreveu Bretas na decisão.

Atualizada às 17h59

Bolsonaro comenta prisão de Michel Temer: "cada um que responda pelos seus atos"

Ao desembarcar em Santiago, no Chile, o presidente Jair Bolsonaro comentou a prisão do ex-presidente Michel Temer. Bolsonaro disse que cada um deve responder pelos seus atos.

"A Justiça nasceu para todos e cada um que responda pelos seus atos", declarou.

Atualizada às 17h57

Temer chega a aeroporto do Galeão no RJ

O ex-Presidente da República,  Michel Temer chegou à Base Aérea do Galeão, no Rio, no final da tarde.

Temer foi trazido em um avião da Polícia Federal, do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos. O juiz da 7ª Vara Criminal Federal Marcelo Bretas aceitou o pedido da defesa para que o ex-presidente fique preso em uma sala da Superintendência da Polícia Federal, no Centro do Rio.

Atualizada às 17h45

MPF: Propina a grupo de Temer somam R$ 1,8 bilhão

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro afirma que a soma dos valores de propinas recebidas ou prometidas ao suposto grupo criminoso chefiado pelo ex-presidente Michel Temer ultrapassa R$ 1,8 bilhão. Além disso, os procuradores da República sustentam que os investigados monitoravam agentes da Polícia Federal.

As declarações foram feitas em coletiva de imprensa na sede da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira (21), dia em que foi deflagrada "Operação Descontaminação", no âmbito da Lava Jato, que prendeu o ex-presidente e o ex-ministro Moreira Franco.

Na denúncia do MPF, há uma tabela que associa o pagamento de propinas (prometidas ou desviadas) às diferentes áreas de influência que em supostamente a organização criminosa tinha controle.

Conforme informado pela PF mais cedo, a investigação decorreu de elementos colhidos nas operações Radioatividade, Pripyat e Irmandade, embasadas em colaboração premiada firmada polícia. Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, cujo juiz titular é Marcelo Bretas.

Ao explicar a operação desta quinta, o delegado regional de Combate ao Crime Organizado da PF, Rodrigo de Sousa Alves, afirmou que as ações "ainda estão em andamento e duas pessoas ainda estão sendo procuradas pela polícia".

Atualizada às 17h31

Quando a Polícia Federal chegou ao apartamento do coronel Lima para prendê-lo, ele tentou esconder dois celulares debaixo da almofada do sofá.

Segundo relatos, Lima estava sentado no sofá de sua sala e, de lá, não saiu alegando que não estava se sentindo bem.

A polícia fez uma busca no apartamento e, ao não encontrar seu celular, questionou onde o aparelho estava.

Atualizada às 17h10

A Defesa do ex-presidente Michel Temer entrou na tarde desta quinta-feira (21) com pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

O recurso foi distribuído para o desembargador federal Iva Athié, por prevenção, já que a investigação que terminou com a prisão de Temer tem conexão com a Operação Prypiat, que é de relatoria do magistrado.

Segundo o Ministério Público, grupo de Temer recebeu R$ 1,8 bilhão em propinas.

Schneider volta a falar que todas as empresas investigadas foram criadas apenas para esconder as movimentações financeiras ilícitas do grupo liderado pelo ex-presidente.

Atualizada às 16h58

Preso na manhã desta quinta-feira (21), o ex-presidente Michel Temer (MDB) foi transferido nesta tarde desta quinta de São Paulo para o Rio de Janeiro. Avião com Temer decolou do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, para o Rio por volta das 16h30.

Reprodução

Ele deixou a Delegacia Especial da PF em Cumbica, onde fez o exame do corpo de delito, em um carro preto rumo ao avião. A defesa de Temer pediu para que ele fique preso em uma sala especial na sede da PF no Rio de Janeiro, o que deve ser acatado.

A operação também prendeu o ex-ministro Moreira Franco no Rio de Janeiro e o coronel João Batista Lima Filho, amigo de Temer, em São Paulo, apontado como operador financeiro.


Atualizada às 16h55

Temer foi levado para o Aeroporto de Guarulhos, onde embarcou em um avião da Polícia Federal para ser transferido para o Rio de Janeiro. Ele deve ficar em uma sala do Batalhão Especial Prisional (BEP), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

Atualizado ás 16h45

O delegado regional de combate ao crime organizado da PR/RJ afirma que a operação de hoje ainda está em andamento e duas pessoas ainda estão sendo procuradas pela polícia, além das oito que já foram presas. Foram também expedidos 26 mandados de busca e apreensão.

O procurador da República Eduardo El Hage explica as investigações que levaram às prisões desta quinta-feira (21). 

El Hage explica que o coronel Lima funcionava como o recebedor do dinheiro. 

Reprodução/ TV Globo

A procuradora da República Fabiana Schneider conta que o grupo preso hoje “atua há pelo menos 40 anos”. 

“Coronel Lima e Michel Temer atuam desde a década de 1980”, segundo procuradora.

 Imagem: JOSE LUCENA/FUTURA 

Ela afirma que o coronel Lima usava a Argeplan desde a década de 1980, antes mesmo de ter ligação direta com a empresa. 

Ela afirma que o Coaf aponta que houve uma tentativa de depósito de R$ 20 milhões em espécie na conta da Argeplan em outubro de 2018, o que demostra que o grupo atua até os dias de hoje. Segundo ela, Michel Temer é o líder.

Reprodução/ TV Globo

O procurador da República Rodrigo Timóteo fala sobre como uma reforma no imóvel da filha de Temer, Maristela, teria sido usada como lavagem de dinheiro.

Ele diz que de 2010 a 2016 "pelo menos R$ 17 milhões" foram passados à PDA Projetos, uma empresa de fachada controlada pelo coronel Lima. 

Outros valores estão sendo investigados, então o valor total recebido de forma ilícita pode ser maior.

Atualizada às 16h41

O juiz federal Marcelo Bretas autorizou que telefones celulares vinculados a Michel Temer fossem grampeados a partir da quarta-feira para que a Polícia Federal  conseguisse localizá-lo e efetuar sua prisão. 

Bretas determinou a interceptação telefônica de oito telefones celulares ligados a Temer. “Determino a interceptação telefônica nos terminais indicados pelo MPF, abaixo relacionados, vinculados ao MICHEL TEMER, como forma de viabilizar a deflagração da fase ostensiva da operação”, escreveu o juiz em despacho desta quarta-feira. Além de permitir localizar o ex-presidente, as interceptações também podem trazer novas provas relevantes para a investigação.

A medida foi necessária porque os investigadores redobraram os cuidados no processo de identificação dos endereços dos alvos dos mandados de prisão a serem cumpridos, de forma a não serem vistos. Por isso, houve a consulta a bancos de dados da Polícia Federal para identificar os endereços onde os alvos estariam 

Para a prisão de Temer, a PF listou não apenas sua residência, mas seu escritório de advocacia, a casa de sua filha e até mesmo a residência da sua ex-chefe de gabinete Nara de Deus, para o caso de ele não ser encontrado nos locais previstos inicialmente.

Juiz Marcelo Bretas Foto: Marcos Arcoverde

ATUALIZADO ÀS 13H02

O ex-presidente Michel Temer é chefe de uma organização criminosa que atua há 40 anos no Rio de Janeiro. "Michel Temer é o líder da organização criminosa a que me referi, e o principal responsável pelos atos de corrupção aqui descritos", afirmou o juiz Marcelo Bretas na sentença. 

 A prisão de Temer é preventiva e teve como base a delação de José Antunes Sobrinho, dono da Engevix. O empresário disse à Polícia Federal que pagou R$ 1 milhão em propina, a pedido do coronel João Baptista Lima Filho (amigo de Temer), do ex-ministro Moreira Franco e com o conhecimento do presidente Michel Temer. A Engevix fechou um contrato em um projeto da usina de Angra 3. A investigação é um desdobramento das operações Radioatividade, Pripyat e Irmandade.

Leia a íntegra da ordem de prisão

De acordo com a investigação, que apura os crimes de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, pagamentos ilícitos foram feitos por determinação de José Antunes Sobrinho para o grupo criminoso liderado por Michel Temer, assim como possíveis desvios de recursos da Eletronuclear para empresas indicadas pelo grupo.

Prisão Preventiva 

 -Michel Miguel Elias Temer Lulia;

-João Baptista Lima Filho (Coronel Lima); 

-Wellington Moreira Franco; 

-Maria Rita Fratezi; 

-Carlos Alberto Costa; 

-Carlos Alberto Costa Filho; 

-Vanderlei De Natale; 

-Carlos Alberto Montenegro Gallo.

Prisão Temporária 

-Rodrigo Castro Alves Neves; 

-Carlos Jorge Zimmermann

 



PRISÃO DE TEMER

O ex-presidente da República, Michel Temer, o ex-ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, e mais seis pessoas, entre elas empresários, foram presos na manhã desta quinta-feira (21).  Os mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.  Desde quarta-feira (20), a Polícia Federal (PF) tentava rastrear e confirmar a localização de Temer, sem ter sucesso. Por isso, a operação prevista para as primeiras horas da manhã desta quinta-feira atrasou. 

Ele foi preso  numa avenida movimentada da região de Alto de Pinheiros, poucos minutos depois de ele ter saído de sua casa em um carro particular dirigido por seu motorista. Assim que deixou sua residência, o carro em que estava o ex-presidente foi seguido por dois  veículos descaraterizados , onde estariam agentes da Polícia Federal. 

Não há informação se o carro de Temer foi interceptado ou se houve algum acordo para que o ex-presidente se entregasse a poucas quadras de sua casa. Temer estava no banco de trás. Segundo as imagens, um dos policiais assume o volante do carro de Temer. Um outro senta-se ao lado do ex-presidente, que, ao que parece, permanece calado. 

Um agente policial que participa da ação carrega uma arma de cano longo enquanto os agentes se acertam sobre a operação. O trânsito na avenida não foi interrompido. Temer teria seguido de lá direto para o aeroporto de Guarulhos dentro de seu próprio carro, seguido pelas viaturas oficiais.

Temer usava um terno cinza ao deixar sua residência. Não há informações de sua esposa, Marcela, ou o filho, Michelzinho, estaria na casa. 

 Ex-presidente Michel Temer chega ao aeroporto de Guarulhos após ser preso pela Lava Jato — Foto: Reprodução/TV Globo 

Preso, Temer é levado para o Aeroporto de Congonhas, onde vai embarcar em um voo e será levado ao Rio de Janeiro em um avião da Polícia Federal. O ex-presidente deve fazer exame de corpo de delito no IML em um local reservado e não deve ser levado à sede da PF de São Paulo, na Lapa. 

Temer falou por telefone ao jornalista Kennedy Alencar, da CBN, no momento em que havia sido preso. O ex-presidente afirmou que a prisão "é uma barbaridade".

O MDB, partido do ex-presidente, divulgou uma nota. "O MDB lamenta a postura açodada da Justiça à revelia do andamento de um inquérito em que foi demonstrado que não há irregularidade por parte do ex-presidente da República, Michel Temer e do ex-ministro Moreira Franco. O MDB espera que a Justiça restabeleça as liberdades individuais, a presunção de inocência, o direito ao contraditório e o direito de defesa", diz o texto. 

 Imagem de arquivo de junho de 2018 mostra o então presidente Michel Temer com o então ministo Moreira Franco durante assinatura de decretos que regulamentam o Código de Mineração — Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil


Michel Temer (PMDB) foi o 37º presidente da República do Brasil. Ele assumiu o cargo em 31 de agosto de 2016, após o impeachment de Dilma Rousseff, e ficou até o final do mandato, encerrado em dezembro do ano passado. Eleito vice-presidente na chapa de Dilma duas vezes consecutivas, Temer chegou a ser o coordenador político da presidente, mas os dois se distanciaram logo no começo do segundo mandato. 

 Carro deixa a casa do ex-presidente Michel Temer, em São Paulo — Foto: Gessyca Rocha/G1 

O ex-presidente Michel Temer responde a dez inquéritos. Cinco deles tramitavam no Supremo Tribunal Federal (STF), pois foram abertos à época em que o emedebista era presidente da República e foram encaminhados à primeira instância depois que ele deixou o cargo. Os outros cinco foram autorizados pelo ministro Luís Roberto Barroso em 2019, quando Temer já não tinha mais foro privilegiado. Por isso, assim que deu a autorização, o ministro enviou os inquéritos para a primeira instância. 

Crédito: Reprodução/TV Globo

Vídeo gravado por populares registra o momento que o ex-ministro piauiense, Moreira Franco é preso pela Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira (21). A prisão ocorreu próximo ao Aeroporto Tom Jobim (Galeão), quando o ex-ministro estava chegando de uma viagem.


O caso, que está com o juiz Marcelo Bretas, trata das denúncias do delator José Antunes Sobrinho, dono da Engevix. O empresário disse à Polícia Federal que pagou R$ 1 milhão em propina, a pedido do coronel João Baptista Lima Filho (amigo de Temer), do ex-ministro Moreira Franco e com o conhecimento do presidente Michel Temer. A Engevix fechou um contrato em um projeto da usina de Angra 3.

 Michel Temer e Moreira Franco em foto de outubro do ano passado — Foto: Isac Nóbrega/Arquivo Presidência da República 

Imprensa internacional repercute prisão de Michel Temer 

Veículos de imprensa de vários países repercutiram a prisão do ex-presidente Michel Temer

Portugal

O jornal português "Público" foi um dos primeiros a registrarem a prisão do ex-presidente, lembrando que ele é alvo de dez inquéritos diferentes.

Reino Unido

A rede britânica BBC afirmou em seu primeiro relato que Temer foi detido por ter envolvimento em um esquema de corrupção. O site destacou que ele assumiu ao poder após a queda de Dilma Rousseff. 

"The Guardian" informou que Temer foi preso e afirma que ele "desempenhou um papel fundamental no impeachment de 2016 de sua rival Dilma Rousseff". 

O jornal afirma que Temer foi acusado de uma série de crimes, incluindo corrupção, extorsão e obstrução da justiça enquanto ainda era presidente. "Porém, conseguiu evitar procedimentos de impeachment graças a suas alianças no Congresso". 

Espanha 

O jornal espanhol "El País" afirmou que Temer foi preso em uma operação relacionada ao "mega-escândalo de corrupção da da Lava Jato".

Em nota o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro contou como tudo ocorreu, confira:

A pedido da Força-Tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro, a Justiça Federal determinou a prisão preventiva do ex-presidente da República Michel Temer, de João Baptista Lima Filho (Coronel Lima), do ex-ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, de Maria Rita Fratezi, de Carlos Alberto Costa, de Carlos Alberto Costa Filho, Vanderlei de Natale e de Carlos Alberto Montenegro Gallo, e a prisão temporária de Rodrigo Castro Alves Neves e de Carlos Jorge Zimmermann. Foi determinada, ainda, a realização de busca e apreensão nos endereços desses investigados, assim como de Maristela Temer, de Othon Luiz Pinheiro da Silva, de Ana Cristina da Silva Toniolo e de Nara de Deus Vieira. Também foram realizadas buscas nas empresas vinculadas aos investigados.

Na operação Radioatividade foi identificada organização criminosa que atuou na construção da usina nuclear de Angra 3, praticando crimes de cartel, corrupção ativa e passiva, lavagem de capitais e fraudes à licitação. Nos processos relacionados à mencionada operação houve a condenação de, dentre outros, Othon Luiz Pinheiro da Silva, Ana Cristina da Silva Toniolo e José Antunes Sobrinho, por diversos fatos, inclusive lavagem de dinheiro em razão de repasses embasados em contratos fictícios da Engevix Engenharia e Link Projetos.

Na presente investigação são apurados crimes de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, em razão de possíveis pagamentos ilícitos feitos por determinação de José Antunes Sobrinho para o grupo criminoso liderado por Michel Temer, bem como de possíveis desvios de recursos da Eletronuclear para empresas indicadas pelo referido grupo.

Após celebração de acordo de colaboração premiada com um dos envolvidos e o aprofundamento das investigações, foi identificado sofisticado esquema criminoso para pagamento de propina na contratação das empresas Argeplan, AF Consult Ltd e Engevix, para a execução do contrato de projeto de engenharia eletromecânico 01, da usina nuclear de Angra 3.

A fim de executar o mencionado serviço, a Eletronuclear contratou a empresa AF Consult Ltd, que se associou às empresas AF Consult do Brasil e Engevix. A empresa AF Consult do Brasil conta com a participação da empresa finlandesa AF Consult Ltd e Argeplan, que, conforme as investigações revelaram, está ligada a Michel Temer e ao Coronel Lima. Em razão de a AF Consult do Brasil e a Argeplan não terem pessoal e expertise suficientes para a realização dos serviços, houve a subcontratação da Engevix. No curso do contrato, conforme apurado, Coronel Lima solicitou ao sócio da empresa Engevix o pagamento de propina, em benefício de Michel Temer.

A propina foi paga no final de 2014 com transferências totalizando R$ 1 milhão e 91 mil da empresa Alumi Publicidades para a empresa PDA Projeto e Direção Arquitetônica, controlada por Coronel Lima. Para justificar as transferências de valores foram simulados contratos de prestação de serviços da empresa PDA para a empresa Alumi. O empresário que pagou a propina afirma ter prestado contas de tal pagamento para o Coronel Lima e Moreira Franco.

As investigações demonstraram que os pagamentos feitos à empresa AF Consult do Brasil ensejaram o desvio de R$ 10 milhões e 859 mil reais, tendo em vista que a referida empresa não possuía capacidade técnica, nem pessoal para a prestação dos serviços para os quais foi contratada.

As investigações apontam que a organização criminosa praticou diversos crimes envolvendo variados órgãos públicos e empresas estatais, tendo sido prometido, pago ou desviado para o grupo o valor de mais de R$ 1 bilhão e 800 milhões de reais. A investigação atual mostra ainda que diversas pessoas físicas e jurídicas usadas de maneira interposta na rede de lavagem de ativos de Michel Temer continuam recebendo e movimentando valores ilícitos, além de permanecerem ocultando valores, inclusive no exterior. Quase todos os atos comprados por meio de propina continuam em vigência e muitos dos valores prometidos como propina seguem pendentes de pagamento ao longo dos próximos anos.

As apurações também indicaram uma espécie de braço da organização, especializado em atos de contrainteligência, a fim de dificultar as investigações, tais como o monitoramento das investigações e dos investigadores, a combinação de versões entre os investigados e, inclusive, seus subordinados, e a produção de documentos forjados para despistar o estado atual das investigações.

O Ministério Público Federal requereu a prisão preventiva de alguns dos investigados, pois, todos esses fatos somados apontam para a existência de uma organização criminosa em plena operação, envolvida em atos concretos de clara gravidade.


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