Família aguarda mais de 5 horas para retirada de corpo pelo IML

A demora na remoção do corpo causou uma série de dificuldades

Após ser noticiado sobre um grave acidente ocorrido na manhã de segunda-feira (15), onde vitimou Silvestre da Silva Soares, trabalhador rural, que foi encontrado já sem vida na beira da PI-115 na altura da “Parada da Dona Branca” na zona rural de Campo Maior, um novo acontecimento, que demonstra a precariedade estrutural do Instituto Médico Legal e coloca em evidência as entranhas negligenciadas de um órgão à beira do colapso.

O corpo da vítima, que foi encontrado somente às 9 horas da manhã, teve seu corpo retirado do local apenas às 14h00, pois, dos dois carros tumbas disponibilizados para a região norte do Estado, que abrange aproximadamente 30 municípios e é responsável pela retirada dos corpos, somente um está em funcionamento.

A demora na remoção do corpo causou uma série de dificuldades, sendo necessária a vigília da família da vítima que, indignados, se obrigaram a pedir auxílio à Polícia Civil do município, que prontamente fez o isolamento da área e a cercou na intenção de evitar os curiosos.

Além disso, fatores climáticos e ambientais, como a humidade e o calor, fizeram com o que o corpo tivesse seu processo de decomposição acelerado, apresentando um cheiro forte relatado pelos familiares e policiais mesmo após poucas horas do acidente.

Após a chegada do Instituto Médico Legal ao local, munidos do carro tumba e da polícia especializada, fora realizada a perícia, levando em consideração os possíveis fatores que causaram a morte da vítima e posteriormente tendo seu corpo encaminhado ao prédio órgão.

O diretor do IML do Piauí, André Biondi confirmou que o órgão está operando apenas com um veículo, para recolher corpos na região norte do estado e que, no momento que foi solicitada a busca do corpo, o veículo estava atendendo outro município.


Fonte: Com informações do Campo Maior em Foco
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