Filho de ministro do TCU é alvo da 45ª fase da Lava Jato

PF cumpre mandado de busca contra Tiago Cedraz.

O advogado Tiago Cedraz – filho do ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União (TCU) – é um dos alvos de busca da 45ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta quarta-feira (23) em Salvador, Brasília e Cotia (SP). Ao todo, quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos na atual fase – batizada de Abate II.

Segundo a TV Globo apurou, há uma intimação para que Tiago Cedraz compareça imediatamente à superintendência regional da Polícia Federal, em Brasília, para prestar depoimento. O G1 fez contato com a assessoria dele, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Segundo as investigações, o lobista Jorge Luz, que está preso em Curitiba, disse em depoimento que o advogado Tiago Cedraz intermediou conversas entre a empresa norte-americana Sargeant Marine e a Petrobras e que ele teria recebido 20 mil dólares em propina por isso.

Cedraz recebeu os recursos em contas mantidas na Suíça em nome de offshores, ainda de acordo com as investigações.

 (Crédito: © Valter Campanato / Agência Brasil)
(Crédito: © Valter Campanato / Agência Brasil)

A operação Abate I, deflagrada na sexta (18), apontou que Cândido Vaccarezza também recebeu propina em troca de um contrato obtido pela Sargeant Marine e a estatal.

Cândido Vaccarezza é líder dos governos Lula e Dilma e foi preso na 44ª etapa. Ele foi solto pelo juiz Sérgio Moro nesta terça (22), e é alvo de um dos mandados de busca da atual fase.

Segundo a PF, a atual fase investiga dois advogados que participaram de reuniões nas quais o esquema criminoso, com o pagamento de propinas a agentes da Petrobras, teria sido planejado. Eles teriam recebido comissões pela contratação de uma empresa americana pela estatal, mediante pagamentos em contas mantidas na Suíça em nome de offshore, segundo as investigações.

A PF também detectou a participação de um ex-deputado federal e uma assistente dele na prática dos crimes e no recebimento de pagamentos indevidos.


Fonte: G1
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