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Flávio Dino afirma que barreiras serão montadas na Grande Ilha

O governador afirmou que haverá a restrição das atividades essenciais, mas garante que alimentos e remédios continuarão sendo vendidos e não há risco de desabastecimento.

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Em entrevista coletiva, realizada na manhã desta sexta-feira (1º), o governador do Maranhão, Flávio Dino (PcdoB), falou sobre o cumprimento da decisão do Poder Judiciário, que obrigou o Estado a estabelecer o bloqueio total (lockdown) das atividades não essenciais na Região Metropolitana de São Luís. Flávio Dino afirmou que dará cumprimento a essa decisão e irá, até domingo (3), editar o decreto do lockdown, que vai entrar em vigo na terça-feira (5), pelo prazo de 10 dias.

Entre os itens que constarão no decreto, o governador afirmou que haverá restrição do tráfego de veículos na entrada e saída da Ilha de São Luís e reforçou que não haverá desabastecimento, já que os caminhões poderão circular transportando alimentos e todos os produtos que são necessários para as atividades econômicas e sociais.

“Não há necessidade de corrida para compra de alimentos, os estabelecimentos que vendem comida estarão todos abertos. Vimos uma corrida, na noite dessa quinta, para comprar alimentos com base em fake news. Eu peço, não se aglomerem sem nenhuma racionalidade em supermercados e feiras, pois estarão abertos assim como as farmácias.

Ainda segundo o governador, haverá a restrição das atividades essenciais ao mínimo necessário. Entre as atividades, hoje consideradas essenciais, que serão paralisadas, o governador citou serviços de comércio, indústrias e obras de construção civil.

“Nós temos hoje, no decreto estadual em vigor até o dia 5 de maio, um rol bastante amplo de atividades essenciais, mas esse rol será restringido, diminuído ao mínimo necessário, para que possamos dar cumprimento à decisão do poder judiciário e assegurar o atingimento da sua meta, que é reduzir a circulação de pessoas”, declarou Flávio Dino.

O governador voltou a ressaltar a importância das medidas não farmacológicas na prevenção contra o novo coronavírus, já que não há, ainda, remédios ou vacinas contra a doença. Por isso é preciso tomar medidas que façam com que as pessoas não adoeçam, para que não superlote a rede de saúde.

“É falsa, é mentirosa, é demagógica é irresponsável a afirmação de que as medidas de isolamento não surtiram efeito, pelo contrário. Se os governadores não tivessem com seriedade e não com piadas e brincadeiras fora de hora, cuidando desta temática, o quadro sanitário no Brasil seria mais grave. Quem diz isso não são os governadores, são os profissionais de saúde de modo uniforme. Não há dúvidas de que as medidas de isolamento são absolutamente essenciais. Se as aulas estivessem normais, pensem nas centenas ou até milhares de crianças e adolescentes acometidos pela doença, mesmo com maior resistência, mas seriam portadores do vírus para milhares de pessoas. Imagina como estaria o quantitativo de mortes no Brasil, se a medidas de isolamento não tivessem sido tomadas. Estaríamos chorando a morte do dobro, do triplo de brasileiros”, afirmou o governador.

Ele declarou que há um alinhamento e uma compreensão de que a decisão do Poder Judiciário se coaduna com o que a ciência vem preconizando e difundindo em escala mundial. E que essas vozes que todos os dias atacam e conspiram contra os governadores, não estão cuidando da vida das pessoas.

Sobre a circulação de veículos na Grande Ilha, haverá a implantação de barreiras na entrada e saída de São Luís e nas principais avenidas da cidade, com pontos de controle, para que só circulem as pessoas que trabalham em atividades essências ou que tenham alguma necessidade emergencial, como, por exemplo, acesso aos serviços de saúde. O governador não deu detalhes sobre como será feita a fiscalização do tráfego de veículos e pessoas na Grande Ilha. Segundo ele, os detalhes serão organizados com sua equipe e, neste domingo (3), eles serão divulgados no decreto do bloqueio total, que passa a valer na terça (5), pelo prazo de 10 dias, mas adiantou que haverá punição para quem não cumprir as normas.

“Quanto ao descumprimento, todos serão objetos de sanções administrativas, multas e comunicação ao Poder Judiciário. Agora, quem insistir no cumprimento apenas de orientações políticas, insensatas, estará simultaneamente infringindo normas estaduais e descumprindo a decisão do Poder Judiciário. As autoridades policias vão assegurar o cumprimento das normas e o descumprimento será comunicado ao Ministério Público, autor da ação judicial, para que adote as providências que achar cabíveis”.

O governador também afirmou que vai fixar diretrizes para que as prefeituras das cidades da Região Metropolitana proíbam o estacionamento em algumas áreas de lazer, onde não há necessidade da presença de pessoas. Vai fixar diretrizes, também, para que haja a diminuição de pontos de paradas de ônibus, principalmente no Centro de São Luís. Terá, ainda, regras e controles de feiras e mercados que devem ter restrições, sendo que esses locais deverão ser fiscalizados pelas prefeituras. Sobre a suspensão das aulas nas redes estadual, municipal e particular, ele afirmou que será estendia por todo o mês de maio. As aulas deverão ser retomadas no mês de julho, se o estado atingir a meta de conter a disseminação do novo coronavírus.

Filas nos bancos e contratação de pessoal

Flávio Dino voltou a criticar o que chamou de “irresponsabilidade” dos bancos, onde há filas enormes, o que prejudica os funcionários e clientes, diante do risco de contaminação pela Covid-19. Para diminuir o problema, o governador afirmou que vai aumentar as multas sobre os bancos e irá lançar, neste sábado (2), um edital de contratação de pessoas para organizar as filas da Caixa Econômica Federal.

“É vergonhosa a atitude das instituições financeiras. As empresas que mais auferem lucro no Brasil não tiveram o compromisso, a responsabilidade social de cuidar do acesso aos seus negócios. Não é possível que os bancos tenham menos responsabilidade do que uma casa noturna, uma boate. Já enviei seguidos ofícios ao Banco Central, ao Governo Federal, alertando quanto a necessidade de melhor organização do pagamento da renda básica para a população. Há filas quilométricas, aglomerações aleatórias. Agora o Poder Judiciário exige que os bancos cumpram o mínimo de responsabilidade social para cuidado dos clientes e funcionários. Por isso, nós vamos contratar pessoas para organizar as filas na Caixa e vamos aumentar as multas”, explicou.

Conscientização da população

Flávio Dino disse que, por 10 dias, a medida de bloqueio toral será aplicado na Ilha de São Luís e espera que não seja necessário fazer em outras partes do estado. Ele voltou a frisar a importância da população entender a gravidade do problema, já que, segundo o último boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), nessa quinta-feira (30), o Maranhão atingiu a marca de 204 mortos e 3.506 infectados por Covid-19. Já a taxa de ocupação dos leitos de UTIs em São Luís é de 77,64%. O governador afirmou que é preciso seguir as medidas impostas, para que o estado consiga recuar na curva de contaminação.

“Muitos pensam que o coronavírus só vai atingir o vizinho, a pessoa da outra rua, do outro bairro, da outra cidade. Nós precismos ter solidariedade, mesmo que a pessoa atingida não seja da sua família. Precisamos pensar no próximo e que o sistema hospitalar não dá conta de atender milhares de pessoas ao mesmo tempo, nem no Maranhão, nem em outros estados do Brasil nem no mundo”.


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