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Historiador saudita afirma que mulher não deve dirigir para não 'ser estuprada'

Mulheres sauditas podem enfrentar penalidades sérias caso sejam flagradas dirigindo no país.

Historiador saudita afirma que mulher não deve dirigir para não "ser estuprada"
Historiador | Reprodução
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Um historiador saudita tentou justificar de uma maneira pouco convencional os motivos para que as mulheres sejam proibidas de dirigir automóveis em seu país. Como principal argumento em uma entrevista para um canal de TV, Saleh al-Saadoon afirmou que a permissão acontece em países ocidentais porque ‘eles não se importam se elas forem estupradas’.

A justificativa começa com o saudita descrevendo, em conversa com a Rotana Khalijiyya TV e cujo vídeo foi legendado em inglês pelo Instituto de Pesquisa de Mídia do Oriente Médio (Middle East Media Research Institute), o que poderia acontecer se o carro dirigido por uma mulher quebrasse na estrada. Para ‘proteger as suas mulheres’, o governo da Arábia Saudita as proíbe de dirigir, evitando possíveis estupros.

“Eles não se importam se elas são estupradas na beira da estrada”, disse o historiador. Visivelmente surpresa, a apresentadora Nadine al-Badeir pergunta a ele quem não se importa com isso. “Não é grande coisa para eles (outros países ocidentais) além do dano as suas morais. No nosso caso, entretanto, é um problema de natureza social e religiosa”, completou.

Ninguém no programa de TV parece acreditar no que está ouvindo, nem mesmo os convidados. Mas a situação fica ‘ainda melhor’ com as sugestões que o saudita dá a seguir para o tema em seu país, o qual trata suas mulheres ‘como rainhas’, já que elas são levadas para baixo e para cima em carros dirigidos por homens da família – verdadeiros ‘choferes’.

“Há uma solução, mas as autoridades do governo e as lideranças religiosas se recusam a ouvir. A solução é trazer estrangeiras para servirem como motoristas das nossas esposas”, opinou. “Choferes estrangeiras? Sério?”, perguntou a apresentadora, ainda incrédula com tudo o que estava ouvindo.

As justificativas do historiador saudita – bastante misóginas para o Ocidente – parecem absurdas, mas refletem bem a situação em alguns países do Oriente Médio e regiões da Ásia e África. Mulheres sauditas podem enfrentar penalidades sérias caso sejam flagradas dirigindo no país.


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