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Inclusão Social: Associação presta apoio a pessoas com câncer em Teresina

O espaço atende e apoia gratuitamente pessoas com diagnóstico decâncer e em situação de vulnerabilidade. Hoje 20 pessoas são assistidas

Envolvido em causas sociais e com sonho de ajudar mais pessoas, o educador físico Antônio Rezende, vendeu uma casa que tinha em seu nome, convidou um grupo de amigas que juntos formam uma equipe multiprofissional e fundaram a  Associação Lar Preciso Viver, que fica localizada na Rua Alagoas, 1850,  bairro Pirajá, na zona Norte de Teresina, atendendo e apoiando gratuitamente pessoas com diagnóstico de câncer e em situação de vulnerabilidade.  Atualmente, a  entidade sem fins lucrativos conta com 20 assistidos em um mês do início dos trabalhos.Associação Lar Preciso Viver fica na zona Norte de Teresina - Fotos: Raíssa MoraisAssociação Lar Preciso Viver fica na zona Norte de Teresina - Fotos: Raíssa MoraisO grupo de voluntários que já costumava realizar atividades como visitas em hospitais, bairros, e associações beneficentes perceberam a dificuldade que as pessoas com câncer enfrentam para terem todas as suas necessidades básicas atendidas, principalmente pós-internação, já que a continuidade do tratamento e dos suplementos necessários é de custo elevado.

Casa para acolher pacientes oncológicos foi inaugurada há pouco mais de um mês em Teresina e precisa de doações - Foto: Raíssa MoraisCasa para acolher pacientes oncológicos foi inaugurada há pouco mais de um mês em Teresina e precisa de doações - Foto: Raíssa Morais

Frente à fragilidade socioeconômica e emocional que a doença provoca no paciente e em toda a família, a casa de apoio oferece acompanhamento com assistentes sociais e psicólogos, os quais acolhem, orientam e identificam as necessidades dos que buscam ajuda. Realiza entregas de cestas básicas, suplementos, medicamentos, providenciam doação de perucas, móveis, dentre outras necessidades.

“No início foi muito difícil, porque requer um recurso financeiro e a gente não tinha, foi quando decidi vender uma casa que eu tinha para arrecadarmos o dinheiro e fundamos a ONG. A gente  conseguiu investir esse dinheiro para abrir a casa e hoje estamos nesse projeto que, graças a Deus, está indo muito bem. Todo mundo está realmente abraçando a nossa causa que é ajudar as pessoas portadoras de câncer e seguimos na luta porque queremos ajudar mais pessoas ainda”, afirma Antonio Rezende.

Educador físico Antonio Rezende teve a ideia de fundar a associaçãoEducador físico Antonio Rezende teve a ideia de fundar a associação

A assistida Maria do Socorro, de 55 anos, moradora do bairro Primavera agradece o apoio recebido pelos voluntários e destacou a ajuda que tem recebido. “Aqui é um lugar acolhedor, fui muito bem recebida por todas e sou muito grata por tudo porque toda ajuda é sempre muito bem-vinda”, considera.

Casa se mantém com a ajuda de todos

Com o objetivo de elevar a qualidade de vida dessas pessoas,  os voluntários buscam amenizar o sofrimento biopsicossocial e espiritual, assim como, trabalham a fim de fortalecer os laços familiares para melhor enfrentamento da doença. Todos os dias novas pessoas procuram a associação, confiando na seriedade do trabalho que desenvolvem.

“Estamos buscando voluntários da psicologia, da nutrição, da farmácia porque eles precisam desse momento, ter esse acompanhamento, já tem as duas assistentes sociais na casa, mas também estamos atrás de parceiros então para eles é muito gratificante, porque além deles fazerem tratamento, a maioria deles são pessoas de baixa renda, são pessoas vulneráveis tanto social, como econômico, então a gente vai até local fazer a visita domiciliar checar que eles preencham o quadro para serem inscritos na instituição. Eles recebem a cesta básica uma vez por mês, mas toda semana eles têm a dieta que a gente repassa para todos eles, tem a questão do suplemento,  algumas medicações que o SUS não fornece e que eles não têm condições de comprar, repassamos para eles e também tem a questão da orientação do benefício social que eles têm direito”, declarou  a assistente social Iramir da Silva.

Assistente social Iramir da Silva destaca ações realizadas pela associaçãoAssistente social Iramir da Silva destaca ações realizadas pela associação

A  Associação LPV se mantém com a ajuda de todos. Recursos são arrecadados junto à comunidade com ações de divulgação, parcerias e promoções. Através dessas doações fornece assistidos após avaliação junto a assistente social das prioridades, cestas básicas, suplementos alimentares, fraldas descartáveis, medicamentos, leites, entre outros.

“É muito gratificante está realizando essa ação porque no momento que fazemos a entrevista percebemos que é uma doença que não atinge só o paciente, mas toda uma família, por isso é tão importante um quadro multidisciplinar porque quando o paciente recebe o diagnóstico já vem aquele medo em diversos aspectos, então é muito importante a gente ter uma equipe formada por diversos profissionais”, acrescentou Luziene Coutinho, assistente social.

Assistente social Luziene Coutinho e a paciente Maria do SocorroAssistente social Luziene Coutinho e a paciente Maria do Socorro

Objetivo é ajudar a ter um tratamento de qualidade

A associação conta com 10 voluntários que seguem na busca por mais pessoas para ajudar com a doação de alimentos, suplementos, medicação, entre outras necessidades.  “Nós abrimos a casa dia 15 de maio de 2021 com objetivo de ajudar as pessoas que lutam contra o câncer, pessoas de baixa renda que muitas vezes não tem sequer condição de ter uma alimentação digna na sua mesa. O nosso objetivo é ajudar eles a ter um tratamento de qualidade, uma qualidade de vida melhor e ter uma chance maior de cura. A nossa começou recentemente e toda ajuda é bem vinda, a  nossa casa precisa de um tudo e a gente busca pessoas que possam estar se unindo com a gente”,  esclarece Flávia Carvalho, a coordenadora da entidade.

Flávia Carvalho, coordenadora da Associação LPVFlávia Carvalho, coordenadora da Associação LPV

A ideia do grupo é oportunizar um local para que aos saírem das sessões de quimioterapia e radioterapia, os pacientes possam fazer as principais refeições do dia, tendo um espaço para relaxar, lazer e brinquedoteca antes de voltarem para suas casas. “Somos uma instituição que auxilia, então a questão do abrigo para dormir à noite não, mas a ideia passar o dia, ter uma boa alimentação, um descanso, repousar, a gente quer poder fazer isso. As assistentes sociais dos hospitais nos indicam os pacientes que estejam fazendo tratamento contra o câncer e precisam de ajuda”, pontuou.

Para conhecer mais sobre o trabalho da associação ou fazer doação visite o perfil @associacaolpv ou entre em contato pelo  86-98878-7138.

Atualmente 20 pessoas são cadastradas na assoiação Atualmente 20 pessoas são cadastradas na assoiação 


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