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China: Xi Jinping promete vacina contra o coronavírus

O país incentiva institutos públicos e empresas privadas a acelerar suas pesquisas. E a China garantiu na sexta-feira que cinco vacinas experimentais já começaram a ser testadas em seres humanos.

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Acusada pelo governo americano de Donald Trump de ter demorado a reagir, a China prometeu, nesta segunda-feira (18), por meio do seu presidente Xi Jinping, compartilhar uma eventual vacina e alocar 2 bilhões de dólares para a luta global contra a Covid-19.

Em uma mensagem de vídeo transmitida em Genebra por ocasião da 73ª Assembleia Mundial da Saúde, o homem forte de Pequim garantiu que é a favor de uma "avaliação completa" e "imparcial" da resposta global ao novo coronavírus, uma vez que que a epidemia for interrompida.

FOTO: Liu Bin_Xinhua via AP

​​​​​​​​​​​​​​​​​​​Ansioso para proteger os chineses e silenciar os críticos ocidentais quanto à gestão da pandemia, Pequim também se posiciona como um participante chave na corrida por uma possível vacina.

O país incentiva institutos públicos e empresas privadas a acelerar suas pesquisas. E a China garantiu na sexta-feira que cinco vacinas experimentais já começaram a ser testadas em seres humanos.

Qualquer eventual vacina desenvolvida pela China se tornará um "bem público global", acessível e disponível nos países em desenvolvimento, prometeu Xi.

Segundo a maioria dos especialistas, uma vacina contra a Covid-19 só deverá ser finalizada em entre 12 ou 18 meses.

O presidente chinês também disse que seu país contribuirá com US$ 2 bilhões (R$ 11,52 bilhões) para a luta global contra a Covid-19, especialmente nos países em desenvolvimento.

"A China trabalhará com os membros do G20 para implementar a iniciativa de alívio da dívida para os países mais pobres", explicou.

Por fim, ele propôs tornar seu país, em colaboração com a ONU, uma "plataforma logística e um armazém" humanitário de emergência, com o objetivo de facilitar o fornecimento de equipamentos contra o coronavírus em todo o mundo.

A pandemia de Covid-19 já matou mais de 315 mil pessoas em todo o mundo, com sérias consequências para a economia global.


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