Homens podem pegar condenação de 5 anos por matarem orangotango

Orangotango-de-bornéu acidentalmente invadiu plantação e foi morto

Um orangotango-de-bornéu foi morto, cortado em pedaços e comido por trabalhadores depois de entrar acidentalmente em uma plantação de óleo de palma na última terça-feira (14), na Ilha de Bornéu, na Indonésia.


A polícia apontou três homens como suspeitos pelo crime e outros sete estão sendo interrogados como testemunhas da matança. As autoridades iniciaram a investigação depois que imagens do orangotango esquartejado passaram a circular nas redes sociais.

Os trabalhadores foram detidos assim que a polícia encontrou ossos do primata e carne seca em um dos armários da cozinha do acampamento de funcionários da plantação. O chefe da polícia local afirmou que os suspeitos são acusados de “matar a tiros, mutilar, picar, cozinhar e comer” o animal.

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Se forem considerados culpados, os homens podem receber pena de até cinco anos por desrespeito às leis de proteção aos animais. O Centro de Proteção aos Orangotangos (CPO) pediu que sejam investigados não só os funcionários, mas também a empresa dona da plantação.

Como trabalhadores de plantações de óleo de palma são punidos caso haja dano às plantas, funcionários veem animais que entram acidentalmente nos campos como uma peste e os atacam. A COP também acredita que as autoridades nunca deveriam ter autorizado o plantio em uma área que é habitat natural de primatas em perigo de extinção.

A rápida expansão de plantações de óleo de palma em Bornéu é um dos principais fatores que levou à destruição do habitat dos orangotangos-de-bornéu. Eles também são atacados por moradores de vilarejos, por serem considerados uma peste, e alvo de caça ilegal para serem vendidos como animais de estimação.

De acordo com a WWF, o habitat do orangotango-de-bornéu foi reduzido em 50% nos últimos 20 anos e a população da espécie diminuiu mais de 50% nos últimos 60 anos. A União Internacional Protetora dos Animais os considera criticamente ameaçados de extinção.


Fonte: iG