Após quase uma semana de silêncio diante das tensões reabertas entre China e Estados Unidos, o presidente norte-americano, Joe Biden, se pronunciou nesta segunda-feira (08) sobre a crise.

Biden se diz estar "preocupado" com os exercícios militares realizados pela China ao redor de Taiwan, como resposta à visita da presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi. A China reivindica Taiwan como parte de seu território e, por isso, considerou a visita de Pelosi à capital Taipei uma provocação dos Estados Unidos.

"Estou preocupado como o fato de que eles (China) estão se movendo tanto, mas não acho que eles farão nada mais do que já estão fazendo". afirmou o líder norte-americano durante uma viagem ao estado de Delaware. 

Joe Biden, fala a repórteres pela primeira vez após visita de Nancy Pelosi a Taiwan (Foto: Evan Vucci/ Associated Press)Joe Biden, fala a repórteres pela primeira vez após visita de Nancy Pelosi a Taiwan (Foto: Evan Vucci/ Associated Press)Exercícios Militares

Durante os exercícios militares, os maiores já realizados pela China nos arredores de Taiwan, Pequim usou munição real  e disparou 11 mísseis no mar da ilha, além de invadir dezenas de vezes o espaço aéreo da ilha. Pequim anunciou que seguiria os exercícios, sem data prevista para terminar. O prolongamento ignora pedidos de países ocidentais e vizinhos para que os exercícios sejam interrompidos e prolonga uma crise sem precedentes entre Pequim e Washington.


O atual presidente chinês, Xi Jinping, em busca da reeleição, voltou a endurecer o discurso contra Taiwan e retomou exercícios militares ao redor da ilha no último ano. A postura coincidiu com a chegada ao poder, nos Estados Unidos, do democrata Joe Biden, que constantemente se manifesta a favor da independência de Taiwan, um assunto que seu antecessor, Donald Trump, quase não tocava.

Helicóptero militar sobrevoa a Ilha Pingtan após visita de Pelosi   (Foto: Hector Rematal/AFP) Helicóptero militar sobrevoa a Ilha Pingtan após visita de Pelosi   (Foto: Hector Rematal/AFP)