Uma delegação de parlamentares dos Estados Unidos chegou a Taiwan neste domingo (14) para uma visita de dois dias que contará com um encontro com a presidente Tsai Ing-wen.

Este é o segundo grupo de alto nível que viaja à ilha em meio a crescentes tensões militares com a gigante vizinha, a China.

A delegação, liderada pelo senador democrata Ed Markey, do estado de Massachusetts, se reunirá com líderes de Taiwan para discutir as relações dos Estados Unidos com a ilha, segurança regional, comércio, investimento e outros assuntos, informou o Instituto Americano em Taiwan.

O diretor-geral do Ministério das Relações Exteriores de Taiwan, e os parlamentares dos EUA (Foto: Divulgação)O diretor-geral do Ministério das Relações Exteriores de Taiwan, e os parlamentares dos EUA (Foto: Divulgação)

A China, que reivindica o território de Taiwan, vem realizando exercícios militares ao redor da ilha para expressar sua indignação com a visita de Nancy Pelosi, pivô de uma das maiores crises recentes entre os EUA e o país asiático.

Neste último sábado (13), o Ministério das Relações Exteriores de Taiwan expressou "sincera gratidão" aos Estados Unidos por terem tomado "ações concretas" para manter a segurança e a paz no Estreito de Taiwan.

O diretor-geral do Ministério das Relações Exteriores de Taiwan, Hsu, e o parlamentar dos EUA John Garamendi (Foto: Divulgação)O diretor-geral do Ministério das Relações Exteriores de Taiwan, Hsu, e o parlamentar dos EUA John Garamendi (Foto: Divulgação)Qual a importância da ilha para as potências mundiais?

Para o gigante asiático, trata-se de uma província rebelde que segue fazendo parte de seu território. Já para o governo de Taiwan, a ilha é um estado independente, gerido por uma Constituição própria. Os chineses já disseram inclusive que pretendem retomar o território, até mesmo com a força, se necessário.

A postura coincidiu com a chegada ao poder, nos Estados Unidos, do democrata Joe Biden, que constantemente se manifesta a favor da independência de Taiwan, um assunto que seu antecessor, Donald Trump, quase não tocava.