Peixe sem cabeça começa a se mexer e "volta à vida"; vídeo!

A biologia explica o fenômeno

A história está permeada por lendas e mitologias de pessoas que faleceram e, em teoria, conseguiram voltar à vida depois de algum tempo. Além disso, não é incomum que pessoas acordem dentro de gelados necrotérios e até mesmo lutem por suas vidas depois de enterradas. Mas você já ouviu falar em um peixe que, mesmo sem cabeça, voltou a se mover?


Um vídeo bizarro viralizou no Twitter, na última quarta-feira (5), ao mostrar um peixe , supostamente morto e sem cabeça, se debatendo de forma desesperada. As imagens foram flagradas no Japão e publicadas por Yutaka Suzuki, que ainda comentou “a incrível vitalidade dos peixes” na descrição da postagem. Assista ao vídeo e tire suas próprias conclusões: o peixe está vivo ou morto?

Em apenas uma semana a filmagem já foi retuitada mais de 180 mil vezes e recebeu mais de 1,4 mil respostas. Dentre elas, as opiniões se dividem entre usuários incrédulos e assustados e pessoas mais céticas, que apontaram explicações científicas para o fenômeno.

A biologia responde

Segundo o usuário Kaishi Ueda, os espasmos são uma reação involuntária do animal, cujos nervos ainda não foram completamente inativados. Assim, é improvável que o atum tenha sentido alguma dor, mas, por outro lado, os movimentos podem ter danificado a textura e o sabor da carne. 

O site britânico "Daily Mail" confirmou a teoria de Ueda ao explicar que, em algumas espécies animais, os nervos motores dos músculos podem ser "reativados" por sinais elétricos, e assim, demonstram atividade mesmo depois da morte cerebral. 

A técnica apropriada para abater o animal seria, segundo o portal  "Daily Star", a Ikejime. O método, desenvolvido no Japão, preza tanto pelo bem estar do animal , que não sofre durante o processo, quanto pela qualidade do alimento.

Durante o procedimento, que causa instantânea morte cerebral, o sangue do peixe volta para a cavidade intestinal, proporciona uma coloração mais viva e potencializa o sabor da carne.

Fonte: iG