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Médico brasileiro preso no Egito por assédio é solto e volta ao Brasil

Sorrentino foi detido após publicar um vídeo no qual aparece assediando em português uma mulher muçulmana.

Victor Sorrentino, médico gaúcho e influenciador digital preso por assédio no Egito, foi liberado pelas autoridades do país e chegou ao Brasil neste domingo (6). A notícia foi confirmada por sua assessoria de imprensa. As informações são da revista Marie Claire, que aguarda mais dados da assessoria para a atualização deste texto.

O caso de Sorrentino está sob investigação do Ministério Público egípicio e o médico, até então, permanecia impedido de deixar o país. 

Sorrentino foi detido no domingo (30 de maio) no Cairo, capital do Egito, após publicar um vídeo no qual aparece assediando em português uma mulher muçulmana. A informação foi confirmada pelo Ministério do Interior egípcio e publicada pelo site El-Shai. 

Médico brasileiro foi preso acusado de assédio - Foto: Reprodução Médico brasileiro foi preso acusado de assédio - Foto: Reprodução 

Nas imagens, gravadas durante uma viagem ao Cairo, Sorrentino faz comentários sexistas em português à mulher que lhe vendia papiro, um material parecido com papel que era usado pelos antigos egípcios para escrever. "Vocês gostam mesmo é do bem duro, né? Comprido também fica legal, né?”, diz ele aos risos no vídeo.

A vendedora, sem entender, concorda e sorri, enquanto o médico e um amigo se divertem. O vídeo foi publicado por ele em seu perfil que soma quase 1 milhão de seguidores no Instagram.

"Vou aceitar suas desculpas"

Em uma nova gravação divulgada por Sorrentino no último sábado (5), o médico aparece ao lado da vendedora assediada pedindo desculpa. Ela responde dizendo que aceita. 

"Como represento as mulheres egípcias e o povo egípcio, somos um povo hospitaleiro e carinhoso que recebemos visitante de todas as partes do mundo, é suficiente para mim que ele peça desculpas, e vou aceitar suas desculpas", disse a vendedora.

O conteúdo foi gravado e traduzido simultaneamente nos idiomas português e árabe.

Esse não foi primeiro pedido de desculpas feito por Sorrentino após o caso ganhar repercussão. Antes de ser detido, ele voltou à loja e gravou um vídeo no qual afirmou que se tratava de "uma brincadeira brasileira" e disse ser "um cara muito brincalhão".

Na semana passada, quarta-feira (3), a família de Sorrentino divulgou uma carta em inglês e árabe onde pede desculpas pelo que aconteceu. Assinam o documento os pais de Victor, Migel e Maria Cristina Laindes Sorrentino, os irmãos Guilherme, Patricia e Daniela Sorrentino e a esposa Kamila Monteiro.

Denúncia foi feita por ativistas brasileiros

O caso ganhou notoriedade após circular em redes de ativistas de defesa dos direitos das mulheres. Um dos primeiros a tomar conhecimento das imagens foi o ativista LGBT antirracista Antonio Isuperio, morador de Nova Iorque, nos Estados Unidos. Ele recebeu o vídeo de Fabio Iorio, que mora em Londres, na Inglaterra. A partir daí, Isuperio acionou a rede de mais de 2 mil ativistas mulheres, no Brasil e no Egito, incluindo atrizes e influenciadoras brasileiras.

O Ministério Público egípcio assumiu o caso, mantendo o brasileiro detido em prédio público do governo local. Segundo o órgão, no dia 1º de junho, a detenção seria prorrogada por mais quatro dias, aguardando as investigações.

Sorrentino ficou conhecido na pandemia por defender o chamado “tratamento precoce” para a covid-19, com o uso de medicamentos sem eficácia comprovada para a doença. Apoiador do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ele disse em entrevista ao site Terça Livre, que os medicamentos "são conhecidos e não causam risco nem prejuízo”.

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