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Ministro admite que fogo no Pantanal tem 'proporção gigantesca'

Para o ministro, uma combinação de fatores, como o clima seco, o excesso de material orgânico e as restrições à utilização do fogo controlado causaram incêndios de maior proporção.

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Após os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso decretarem estado de emergência em decorrências de incêndios no Pantanal, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, admitiu nesta terça-feira que a situação tornou uma proporção "gigantesca" e que o prejuízo é grande.

De fato o prejuízo a nossa fauna ele é grande, a flora e a parte de vegetação ela se recompõe. Agora, não pode ser um fogo da proporção gigantesca que está sendo, então por isso que estamos combatendo fortemente  — disse Salles, em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Para o ministro, uma combinação de fatores, como o clima seco,  o excesso de material orgânico e as restrições à utilização do fogo controlado causaram incêndios de maior proporção. Ele criticou a interrupção do fogo controlado, uma técnica centenária dos agricultores para limpar o pasto e o excesso de mato orgânico.

Incêndios na região do Pantanal cresceram 210% em 2020, em comparação com o mesmo período do ano passado Foto: EPA 

 —  Nós precisamos ter essa visão que certas técnicas conhecidas de maneiras centenárias, que é o uso de fogo controlado, a queima controlada, serve para limpar o pasto e quando não faz isso quando vem um incêndio com todo o material depositado em solo o incêndio se torna de muito maior proporção para além da questão climática  — afirmou.

Salles também defendeu o uso do bloqueador químico de fogo, mas, segundo ele, " há uma resistência enorme dos órgãos ambientais em autorizar". Na avalição do ministro, a técnica utilizada no país para o combate aos incêndios poderia ser mais eficaz.

— Lá fora, nos Estados Unidos, no Japão, na Europa, você vê aqueles aviões despejando bloqueador ou retardate de fogo — disse.

A Polícia Federal cumpriu, na segunda-feira, dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande e Corumbá (MS), em operação, batizada de Matáá, com objetivo de identificar os responsáveis por promover as queimadas no Pantanal. Questionado sobre os incêndios criminosos, Salles disse que casos como esses precisam ser responsabilizados criminalmente.

— Há também os oportunistas e, para esses casos, é questão de polícia — afirmou. 

Segundo Salles, o governo federal enviou, há cerca de um mês,  cinco aeronaves, 80 viaturas e 400 brigadistas para Mato Grosso. O Exército também ajuda no combate ao fogo na região. O estado de Mato Grosso do Sul, segundo o ministro, está sendo atendido com dois aviões, 40 viaturas e 300 brigadistas.


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