Ministro do TSE entrega documento negando ter agredido sua esposa

Sua esposa disse que ele a teria xingado e agredido

O Ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Ademar Gonzaga entregou na última segunda (9) uma manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) onde nega que tenha agredido sua mulher durante uma briga do casal e disse que ela se machucou ao ter escorregado em enxaguante bucal durante o desentendimento.

Élida Sousa Matos casada com o Ministro registrou em junho deste ano um boletim de ocorrência acusando o ministro de ter batido nela. Posteriormente ela retirou a queixa, mas o Ministério Público continuou investigando o caso.

O Ministro do STF Celso de Melo vai decidir se Ademar Gonzaga irá responder ou não inquérito por violência doméstica.

O ministro do TSE Ademar Gonzaga (Crédito: Evaristo Sá 9.jun 2017/AFP)
O ministro do TSE Ademar Gonzaga (Crédito: Evaristo Sá 9.jun 2017/AFP)

Ademar Gonzaga relata em documento que sua esposa teria tido uma crise de ciúmes quando estava embriagada após descobrir que sofria de esclerodermia uma doença autoimune.

A esposa do Ministro apresentava uma lesão no olho e ela teria dito ao policial que durante a briga o seu marido a teria xingado e jogado enxaguante bucal em seu rosto.

De acordo com o ministro, "no calor da crise de ciúmes, cumpre inicialmente assinalar que em momento de seu depoimento [aos delegados], minha esposa afirma que a lesão em seu olho direito (inchaço e roxidão) foi fruto do empurrão que disse ter recebido em seu rosto".

"Tal lesão, pelo que me recordo, foi causada pelo tombo que se sucedeu ao escorregão que sofreu sobre o Listerine, e que a levou a bater com o rosto na banheira, mas jamais em face do alegado empurrão em seu rosto", diz Gonzaga em sua manifestação.

Ele afirma ter empurrado a mulher sem a intenção de machucá-la e anexou fotos para mostrar que também ficou ferido com a briga.

O ministro também nega ter xingado a esposa.

Mesmo com Élida tendo retirado o boletim de ocorrência, a decisão sobre arquivar ou abrir a investigação depende do Supremo -foro de ministro do TSE.

Fonte: folha.uol.com.br
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