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Mulheres ainda lutam por cargos de chefia no mercado de trabalho no PI

A pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio Contínua (Pnadc) mostrou que 7 milhões de mulheres perderam o emprego com a crise do coronavírus

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Oficialmente, a taxa de desemprego atingiu 13,3%, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até julho deste ano. Dentro destes números, as mulheres foram as que mais perderam empregos, segundo explicou a delegada da Polícia Civil do Piauí, Anamelka Cadena que atua no combate contra a violência contra mulher e a igualdade feminina. A igualdade de gênero tão pretendida por tantas mulheres ainda é uma realidade distante.

A pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio Contínua (Pnadc) mostrou que 7 milhões de mulheres perderam o emprego com a crise do coronavírus. A situação da pandemia é mais dramática para elas e empurra boa parte da força de trabalho feminina de volta para casa. Conforme o IBGE, as mulheres continuam sendo desvalorizadas no local de trabalho, ganham menos que os homens ocupando os mesmos cargos que eles.

Delegada Anamelka Cadena - Foto: Arquivo/Jornal Meio Norte

“Nós vimos que as mulheres durante a pandemia foram as que mais perderam seus empregos. Será porque o empregador quando coloca na balança um homem ou uma mulher ele vai tender a manter quem? E geralmente o pensamento vai ser orientado pela condição biológica da mulher. Na realidade essa igualdade ainda é distante, é uma lamentação e isso nos traz a necessidade de refletir sobre esses parâmetros. No âmbito do concurso público, homens e mulheres ganham igual, mas nestes cargos de direção, chefia ainda temos poucas mulheres”, explica.

A data do 8 de março e a do dia Internacional da Igualdade Feminina marcam a luta de tantas mulheres para garantir mais paridade e equidade de direitos. Mesmo assim, a delegada observa que é preciso ter mais projetos de pro equidade de gênero dentro das instituições. Para ela isso evidencia o começa as disparidades.

“Os dados estatísticos revelam aquilo que não queríamos que ainda existisse, são cenários de violência, insegurança que a mulher está. Até para a mulher se inserir no mercado de trabalho é complexo, se você não tem uma política pública que garanta o cuidado dos filhos, por exemplo com creches, ainda teremos de enfrentar essa realidade que nos pesa mais. Não temos mulheres pensando em projetos e leis para mulheres e as nossas ‘dores’ ficam esquecidas, essa é uma preocupação muito séria”, pondera.

Durante a pandemia a liderança feminina foi algo que ganhou destaque no Mundo. Diante dessas lideranças a delega se referiu a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, como exemplo de igualdade pelos direitos civis e de representatividade da mulher. Anamelka coloca que ainda existe pouca representatividade de gênero nos espaços públicos.

“A solução está no fortalecimento de uma visualização que compreenda a mulher nestes mesmos espaços, mas não podemos ficar só por aí. Um espaço fortíssimo que precisa ser alcançado por mais mulheres no que se diz a políticas públicas é a política, pensando em leis, projetos e ações de igualdade”, articulou.  


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