Mutirão de cirurgias eletivas reduz fila de espera para pacientes

O projeto deve atender, até dezembro, cerca de 2 mil pacientes

O que senhor João Batista Sousa, de 65 anos, e Arandi José de Oliveira, de 70 anos, têm em comum é uma espera de mais de seis meses para realização de uma cirurgia de hérnia. João Batista trabalha na roça e acredita que seu problema começou com um acidente de trabalho, a ponta da aste de um arado bateu com força em sua barriga. De lá para cá, são alguns anos de dores, consultas, remédios, mas nada de resolver o problema.

Arandi Oliveira já não lembra muito como começou, pois esta será sua quarta cirurgia e a retirada da hérnia já foi realizada duas vezes mas, segundo ele, não foi implantada uma tela, um procedimento que impede a hérnia de voltar a crescer. A felicidade do senhor Arandi é que a diretora do hospital garantir que a tela será implantada.

“Quando ligaram lá pra casa, eu perguntei logo se nesta cirurgia iam colocar a tela, se não, eu nem viria, mas me garantiram que vão. Então, além de ter sido chamado para fazer logo, ainda será com o implante da tela”, afirma Arandi aliviado.

Os dois pacientes receberam a ligação telefônica da Central de Regulação da Secretaria Municipal de Saúde na semana passada e não acreditavam que a espera de seis meses acabaria neste sábado, aqui no hospital da própria cidade.

“Não foi nem eu, foi a mulher quem recebeu a ligação, ela é quem cuida disso lá em casa. Eu fiquei meio nervoso na hora, mas cheguei cedo, é sinal que o sofrimento vai acabar, se Deus quiser”, avalia o paciente.

Senhor Arandi aguardando a vez no atendimento (Crédito: Reprodução)
Senhor Arandi aguardando a vez no atendimento (Crédito: Reprodução)

A história de João Batista e Arandi retrata a situação de muitos pacientes que esperam meses por uma cirurgia e que no atendimento normal da rede de assistência hospitalar, aí é onde está a eficácia do projeto dos mutirões, como explica a diretora do hospital, Maria Santana Andrade.

“O ideal seria que nossos hospitais atendessem toda a demanda, em curto espaço de tempo, mas nem sempre é possível. Os mutirões são uma convergência de esforços, recursos humanos, equipamentos e pacientes já devidamente triados, assim a gente consegue atender uma quantidade maior de pessoas aproveitando todas as condições que o projeto oferece”, avalia a gestora.

O projeto do Mutirão de Cirurgias Eletivas deve atender, até dezembro deste ano, cerca de 2 mil pacientes com um investimento estimado em 3,8 milhões de reais, além de recursos investidos em equipamentos que fortaleceram a capacidade de atendimento dos hospitais no estado.

Maria Santana, diretora do hospital (Crédito: Reprodução)
Maria Santana, diretora do hospital (Crédito: Reprodução)


Fonte: Portal Meio Norte
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