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Não há irregularidade na consulta eleitoral, aponta UFPI

Ontem (26), o juiz federal Brunno Christiano Carvalho Cardoso, da 5ª Vara Federal da Seção Judiciária do Piauí, suspendeu os trâmites para a formação da lista tríplice que levaria à escolha dos novos dirigentes da instituição e pediu esclarecimentos

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Na manhã desta quinta-feira (27), a Universidade Federal do Piauí (UFPI) prestou esclarecimentos acerca da suspensão temporária nos trâmites do processo eleitoral para escolha de reitor e vice-reitor do quadriênio 2020-2024. De acordo representantes da administração da instituição, não há irregularidade, mas sim uma tentativa de postergar o processo.

Ontem (26), o juiz federal Brunno Christiano Carvalho Cardoso, da 5ª Vara Federal da Seção Judiciária do Piauí, suspendeu os trâmites para a formação da lista tríplice pelo Conselho Universitário que levaria à escolha dos novos dirigentes da instituição. A ação foi movida por uma das candidatas à disputa, Sandra Lima de Vasconcelos.

Duas reclamações da candidata foram julgadas procedentes pelo juiz. Um dos pontos questionados foi “a segurança da consulta eleitoral via modalidade remota, ante a ausência de respaldo legal, bem como a fragilidade do Sistema Integrado de Gestão de Eleições (SIGEleição) que também não contempla os alunos de baixa renda”, diz a decisão.

A consulta eleitoral para cargo de reitor foi realizada no dia 12 deste mês. Foi a primeira vez que a instituição realizou uma consulta virtual, medida requerida mediante os agravos da pandemia do coronavírus. Durante a coletiva de imprensa de hoje (27), o reitor José Arimatéia Dantas Lopes, que termina seu mandato em novembro, afirma que não há irregularidade no processo de consulta ou qualquer fragilidade no sistema de segurança do SIGEleição.

"infelizmente, para atingir um objetivo pessoal, algumas pessoas não têm nenhum escrúpulo de faltar com a verdade e querer colocar suspeição onde não há. Faz de tudo para que nós possamos ter a realização da eleição do Colégio Eleitoral postergada, porque se nós não enviarmos a lista tríplice até o dia 18 de setembro, o presidente [Jair Bolsonaro] poderá indicar um reitor pro tempore [temporário]", afirma.

José Arimatéia frisa que não teme a presença de um reitor temporário, apenas preza por princípios democráticos da instituição.

José de Arimateia Dantas Lopes (imagem: captura de tela)

 "Há pessoas que, ou por desconhecerem a lei ou de forma deliberada, distorcem a verdade querendo difamar a imagem da administração e até da nossa universidade. Nós achamos que a reitoria deve ser ocupada por alguém que é escolhido, alguém que tenha confiança da comunidade acadêmica, que tenha o perfil que a comunidade entende para dirigir o destino da Universidade. Estamos passando por um momento muito difícil nas universidades federais, inclusive por questões orçamentárias", ressalta.

O reitor afirma que, na qualidade do cargo, não interferiu em favor de um candidato e garante que a elaboração da resolução que regulamentou a consulta foi discutida no Conselho Universitário (Consun) até chegar à elaboração final com todos os conselheiros, em ampla liberdade de manifestação.

Euclydes Melo, superintendente de tecnologia da informação da UFPI, adianta que o sistema de votação remota já foi utilizado em outras instituições como na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA) e faz parte de um pacote do Sistema Integrado de Gestão.

"Cabe destacar que mais de 1.700 eleições, dentre elas para escolas de chefe de departamento, coordenador de curso, representante de discente e a própria consulta para comunidade para concessão da reitoria, dentre outras possibilidades, já foram realizadas utilizando esse sistema. Todas as eleições, sob o ponto de vista técnico, foram realizadas com sucesso, inclusive a nossa, realizada no dia 12 sem nenhum registro de intercorrência ou incidente que pudesse comprometer a integridade, corretude e lisura do processo", frisa.

De acordo com o superintendente, o sistema garante o sigilo e inviabilidade do voto por meio de algoritmos de criptografia, de modo que uma alteração em um único registro comprometeria todo pleito.

Euclydes afirma ainda que não é razoável a suspeição que não levanta provas de uma possível irregularidade. Além disso, o relatório utilizado para aplicar a suspeição sobre o processo eleitoral remoto foi assinado por um fiscal de uma chapa que não compareceu à superintendência de tecnologia da informação da UFPI no dia do pleito (12), quando vários procedimentos de segurança foram realizados e gravados na presença dos demais fiscais das chapas e representantes de membros externos. Esse procedimento aconteceu antes e depois da votação.

Um relatório com todos os esclarecimentos dos representantes da instituição sobre as supostas irregularidades será encaminhado hoje (27) à justiça. 

Consulta

Ao todo, cinco chapas participaram da consulta acadêmica para escolha dos novos representantes da Universidade Federal do Piauí, realizada no dia 12.

O Voto, que é facultativo, foi dado pelos servidores efetivos do corpo docente da UFPI (peso de 70% na escolha dos nomes), servidores efetivos técnico-administrativos (peso de 15%) e alunos (peso de 15%). Pelo critério, o porcentual de votação final do candidato foi baseado na média ponderada de cada segmento. A chapa 04 (Fortalecer, Conectar e Inovar) conquistou o primeiro lugar na consulta.


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