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Neymar Jr. e a fratura do 5º metatarso: Especialista fala sobre ela

A fisioterapia tem papel fundamental na recuperação e reabilitação de esportistas

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A fratura do quinto metatarso geralmente é ocasionada por um impacto de alta energia, uma entorse muito contundente ou por um trauma direto. O tratamento pode ser conservador ou com intervenção cirúrgica, depende de alguns fatores, como por exemplo, a situação da fratura no momento em que é feito o exame de raios X, (se há um desvio do fragmento o procedimento deve ser cirúrgico, caso contrário, convencional), decisão que será avaliada pelo médico ortopedista do caso.

Em relação à fisioterapia, quando se opta por fazer o tratamento conservador, cabe ao fisioterapeuta fazer com que essa fratura tenha uma consolidação mais rápida e devolver as funções como antes da lesão, aplicando exercícios adequados somados a outras tecnologias, como a magnetoterapia, técnica que explora os principais benefícios de campos eletromagnéticos para fins curativos e de reabilitação, ajudando na cicatrização óssea.

Segundo o Dr. Edson Santiago, fisioterapeuta especialista em musculoesquelética e Pesquisador em Dor pela Santa Casa de São Paulo, inicialmente os pontos primordiais do processo de reabilitação são: melhorar a dor, diminuir o edema (inchaço) e manter o arco de movimento, ou seja, fazer o movimento do tornozelo manter-se ativo, para não ter a perda do mesmo, procedimento necessário para não gerar outras compensações articulares.

Posteriormente à fase da dor, após a cicatrização, o foco é direcionado para a parte de fortalecimento mais intenso dos músculos fibulares, tibial posterior e intrínseco do pé, não esquecendo o tríceps sural (panturrilha). É também muito relevante nessa fase, melhorar a propriocepção de toda a musculatura e ligamentos que envolve o tornozelo, evoluindo sua estabilidade com exercícios de equilíbrio em cama elástica, bola Bosu, prancha, entre outros.

Devolver o paciente à sua prática esportiva é essencial, onde o trabalho será o mais próximo possível de suas atividades físicas cotidianas; “No caso de um jogador de futebol de alto rendimento, por exemplo, o levamos para o campo, fazemos trabalhos de gesto de corrida, de salto, mudança de direção e trabalhos associados com bola, até conseguirmos realizar uma transição entre a reabilitação e a preparação física”, diz Dr. Edson Santiago, que completa; “Após esse período, realizamos alguns testes funcionais específicos para efetuar a alta da fisioterapia com segurança, e o atleta poder retornar à preparação e ao treino coletivo com bola, ficando a disposição do técnico”.


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