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Novo vídeo mostra médica desmaiando ao receber golpe de mata-leão

O vídeo mostra o momento em que a médica Ticyana Azambuja começou a ser agredida por frequentadores da festa.

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Um novo vídeo, obtido com exclusividade pelo portal UOL, mostra o momento em que a médica Ticyana Azambuja começou a ser agredida por frequentadores de uma festa clandestina no Grajaú, zona norte do Rio, após quebrar o retrovisor e o vidro traseiro do carro do policial militar Luiz Eduardo dos Santos Salgueiro. As imagens flagram o comerciante Rafael Martins Presta aplicando um mata-leão (golpe de estrangulamento) na vítima, que desmaia. 

A médica aparece correndo no meio da rua. Em seguida, tenta subir na garupa de um motoboy na rua Marechal Jofre, mas é alcançada por dois dos agressores. O vídeo foi registrado pela câmera de segurança do Hospital Italiano na tarde de 30 de maio. Após ser carregada e jogada no chão por Rafael Presta, Ticyana sofreu uma fratura em dois ossos do joelho esquerdo.

Nas imagens, é possível ver quando a médica aborda o motoboy, que permanece parado até a chegada de dois agressores. Contida por Presta com um mata-leão, ela se agarra no guidão da moto, mas o motociclista dá três socos na sua mão. Nesse instante, Ticyana é arrastada pelo comerciante e desmaia no meio da rua. Presta parece pisar nas suas mãos. 

O outro agressor, de camisa amarela e calça jeans, tira o martelo das mãos da médica e acompanha a ação. Ainda não identificado, ele é o mesmo que usa o objeto para agredi-la e que ataca uma testemunha com um soco pelas costas. 


A cena é acompanhada por um rapaz, que estava em frente a um carro. Um sujeito para de bicicleta e só observa. Outro homem passa pelos agressores. Uma mulher, de mãos dadas com uma criança, caminha pela calçada e presencia as agressões, mas continua caminhando. Em seguida, dois seguranças do Hospital Italiano se aproximam do portão para ver o que estava acontecendo. 

Imagens confirmam versão de médica O vídeo confirma a versão apresentada por Ticyana em entrevista ao UOL. Pedi ajuda a um motoqueiro. Disse: 'Moço, pelo amor de Deus. Esses homens estão tentando me matar, me tira daqui'. Mas um deles disse: 'Não se mete, que ela já tá morta'.

Em seguida, Ticyana contou ter levado um mata-leão por trás em frente ao Hospital Italiano, onde informou ter visto um segurança, que nada fez. Tentou gritar, pedindo por socorro. Mas acabou desmaiando. 

Quando acordou, lembra que um homem estava com o pé em cima do seu peito e disse, segundo a sua versão: "Ué, vagabunda? Não tinha desmaiado? Era fingimento?". As imagens mostram Presta em pé, com o corpo da médica entre as suas pernas, nos instantes em que ela ficou desacordada. Ticyana foi recebida ontem pelo governador Wilson Witzel (PSC) no Palácio Guanabara. "O governador falou que vai disponibilizar toda a estrutura do estado para que Ticyana se sinta segura e agradeceu ao empenho dela no combate ao coronavírus", contou a advogada Maíra Fernandes, que representa a médica. 

PM e bombeiros serão investigados por lesão corporal 

O delegado André Luiz de Souza Neves, que assume hoje a investigação do caso pela 20ª DP (Vila Isabel), disse que o PM de folga e os bombeiros na cena do crime também serão investigados pelo crime de lesão corporal. Mesmo que não tenham agredido a vítima, explica o delegado, eles poderão responder pelos mesmos crimes cometidos pelos agressores caso fique constatada a omissão. "Se ficar comprovado que os agentes públicos no local poderiam ter impedido as agressões, eles passam a responder pelo mesmo delito, porque são agentes garantidores e possuem o dever legal de agir", disse o delegado.

Ele disse ainda que, se o laudo pericial comprovar necessidade de afastamento de Ticyana de suas atividades profissionais por mais de 30 dias, o caso passará a ser enquadrado pelo crime de lesão corporal grave, com pena de até cinco anos de prisão. 


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