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Pesquisa mostra que policiamento violento não é solução

Os trabalhos envolvem pesquisas de campo e diagnóstico

 Pesquisa mostra que policiamento violento não é solução
Pesquisa | reprodução
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Os últimos dados divulgados pela Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) verificam que os jovens pobres são mais vulneráveis à violência no Brasil. O Estado do Piauí teve o maior crescimento de homicídios de jovens negros, tendo a pobreza como fator determinante.


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Com a violência, sociedade e educação continuam a perder jovens. Para mudar as problemáticas existentes, alunos dos cursos de Licenciatura em Ciências Sociais e Pedagogia da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), juntamente com orientação especializada, vão a campo diagnosticar as comunidades.

Com dois eixos de estudo, segurança pública e educação, o grupo trabalha em dois projetos: “Indisciplina e incivilidade: Desafios da escola contemporânea”, trabalhando as ineficientes de elementos das escolas públicas e “Ronda Cidadão:

O policiamento e eficiência na garantia e ampliação dos direitos do cidadão”, em que levanta questionamentos relacionados ao padrão de policiamento ostensivo dentro de comunidades carentes.

Sob a orientação de José da Cruz Bispo, professor do curso de Ciências Sociais da Uespi, e participação de quatro alunos bolsistas, a pesquisa comprovou empiricamente a realidade da educação e a violência nas comunidades excluídas.

A pesquisa “Ronda Cidadão: O policiamento e eficiência na garantia e ampliação dos direitos do cidadão”, contou com investigação de estudantes do curso de Ciências Sociais da Uespi, junto com orientador José da Cruz Bispo.

O projeto entrevistou 38 pessoas e analisou o fluxo de viaturas nos bairros Saci, Francisca Trindade (Região da Santa Maria da Codipe), Santa Bárbara e Renascença I.

Segundo o professor José Bispo, o intuito da pesquisa era diagnosticar a presença policial nas comunidades. Os resultados comprovaram a falta de policiamento nas regiões, além de constar um modelo militarizado de policiamento na capital.

“Esse modelo não consegue diminuir a criminalidade das comunidades. Além disso, encontramos um abandono da periferia por parte do policiamento, o que vimos é que não prestam segurança, apenas vigiam a população”, afirma.

Policiamento em favor da não violência

O professor José Bispo afirma que boa parte da população tem empatia por um policiamento ostensivo, em vez de preventivo. Por isso, através das informações sobre a pesquisa de Policiamento e Eficiência, a sociedade passa a conhecer os modos de operação da instituição.

"Agora, tendo a sociedade consciente sobre os padrões de policiamento, ela passa a optar melhor pelo modelo que desejar, pois acredito que não discutir polícia é de certa forma reforçar padrões de policiamento violento, corrupto, que não tem muita eficácia para segurança do cidadão", diz.

A pesquisa chega no momento em que o Piauí consta o maior crescimento de homicídios de jovens negros do Brasil, de 25,9% entre 2007 a 2012. Os dados fazem parte do Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e Desigualdade Racial 2014, elaborado em parceria com a Secretaria

Nacional de Juventude (SNJ), Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Ministério da Justiça e o escritório da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) no Brasil. José Bispo analisa os dados da SNJ como reflexo da falta de segurança, também comprovada em suas pesquisas.

"Os dados confirmam que a população mais pobre não tem acesso à escola, sofre preconceito racial, por isso é mais excluída e condenada à morte precocemente.

Além disso, quando ocorre algum homicídio de jovem negro, a polícia tenta justificar que o mesmo é do mundo do crime, como se isso justificasse a morte de uma criança e adolescente", finaliza.

Pesquisa investiga problemática das escolas

A educação contém falhas, porém, com soluções ela pode ser peça fundamental para aumentar o acesso à cidadania e, consequentemente, diminuir atos de violência contra os jovens. Assim, a escola é primordial na formação de crianças, jovens e adultos.

A pesquisa sobre Indisciplina e Incivilidade nas escolas avaliou os gestores e alunos que não seguem regras estabelecidas e estudantes com comportamentos agressivos.

Ela consistiu em entrevistas com 6 professores e 60 alunos. Dessa forma, proporcionou o diagnóstico sobre as dificuldades de gestão e aprendizagem das escolas.

Segundo o orientador José da Cruz Bispo, a pesquisa utilizou metodologia com leituras bibliográficas, além de alunas bolsistas do curso de Pedagogia indo a campo nas escolas pesquisadas.

"Conversamos com a direção e professores das escolas a fim de propor formas de intervenção e amenizar os problemas que prejudicam tanto a aprendizagem do aluno, como a gestão da escola", destaca.

Dessa forma, as bolsistas aprenderam na prática os ensinamentos vistos em sala de aula. Laysa de Oliveira Lima, estudante do curso de Pedagogia e bolsista do projeto sobre Indisciplina e Incivilidade, relata que o estudo ajudou para sua formação acadêmica. "Além de conhecer um contexto novo, a pesquisa me influenciou para o meu trabalho de conclusão de curso", afirma.

Eduarda Cristina de Sousa, também estudante do curso de Pedagogia e bolsista da pesquisa, relata suas maiores surpresas no decorrer dos diagnósticos.

"Temos uma noção que os professores lidam com atitudes. Por isso, a pesquisa é uma possibilidade fundamental para nossa formação, pois ajuda para nossa formação, como também no nosso saber docente", avalia.


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