Aécio Neves deixa presidência do PSDB; Tasso Jereissati assume

O mineiro alegou que vai se dedicar a provar sua inocência

ATUALIZADO ÀS 19H30

Aécio Neves deixa presidência do PSDB

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), afastado de sua função nesta quinta-feira pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin, anunciou na tarde desta quinta-feira (18) que está deixando o cargo de presidente do PSDB. O mineiro alegou que vai se dedicar a provar sua inocência.

"Em razão das ações promovidas no dia de hoje contra mim e minha família, quero afirmar que, a partir de agora,  minha única prioridade será preparar minha defesa e provar o absurdo dessas  acusações e o equívoco dessas medidas", diz Aécio em nota oficial.

O senador informou que seu substituto será o colega de Senado Tasso Jereissati (CE), um dos sete vice-líderes do partido, que assume interinamente.  A informação foi confirmada pelo líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC), em entrevista coletiva no fim da tarde.  Em nota, Tasso disse que os ministros tucanos permanecerão no governo.

A princípio, Tasso presidirá o partido de forma interina. "Pode ser três, quatro, seis meses, quem sabe. É o tempo que o Aécio precisa para se defender lá, né?.  E se tudo der certo, o Aécio volta. Se não, a gente vai ter que tomar outra providência", declarou Paulo Bauer sobre a interinidade de Tasso.

Tasso Jereissati assume interinamente a presidência do PSDB
Tasso Jereissati assume interinamente a presidência do PSDB



ATUALIZADO ÀS 16H30

PF apreende cerca de R$ 2 milhões na nova fase da Operação Jato

A Polícia Federal (PF) apreendeu nesta quinta-feira (18) cerca de R$ 2 milhões na nova fase da Operação Jato que teve o senador Aécio Neves (PSDB-MG) como um dos alvos.

A operação, batizada de Patmos, foi autorizada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado expediu 41 mandados de busca e apreensão e 8 de prisão preventiva, informou a Procuradoria Geral da República (PGR), autora dos pedidos.

Entre as medidas autorizadas, estão buscas em endereços residenciais e funcionais de Aécio Neves e do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), cujos gabinetes no Congresso Nacional foram ocupados na manhã desta quinta por agentes da Polícia Federal.

As diligências foram executadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Maranhão, Paraná e no Distrito Federal e estão ligadas à delação dos donos do grupo J&S, Joesley e Wesley Batista.

Dinheiro apreendido pela Polícia Federal na Operação Patmos
Dinheiro apreendido pela Polícia Federal na Operação Patmos
Dinheiro apreendido pela Polícia Federal na Operação Patmos
Dinheiro apreendido pela Polícia Federal na Operação Patmos

ATUALIZADO ÀS 15H30

Irmã de Aécio é transferida para penitenciária em BH


A irmã e assessora do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Andrea Neves, chegou por volta das 14h30 desta quinta-feira (18), no Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte. Ela foi presa por agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal nesta manhã no condomínio Retiro das Pedras, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

O primo do senador e de Andrea, Frederico Pacheco de Medeiros, também foi preso em casa, no condomínio Morro do Chapéu, em Nova Lima, na Grande BH.

Andrea chegou escoltada ao presídio feminino, que fica no bairro Horto, Região Leste da capital mineira. Antes, ela foi submetida a um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), onde foi "recebida" por um grupo de manifestantes que gritavam "bandida".

De acordo com a Secretaria Estadual de Administração Prisional de Minas Gerais, Andrea ficará em uma ala separada do pavilhão principal, dado o tipo de crime do qual ela é suspeita, das condições de sua prisão e repercussão do caso. Esta decisão tem apoio na Lei de Execução Penal, segundo a secretaria

Andrea ficará abrigada em uma cela individual de 2,5 m x 3 m. O local dispõe de cama, vaso sanitário e chuveiro. Ainda de acordo com a Seap, ela vai estar submetida a todos os procedimentos do presídio, como quatro alimentações diárias, banho de sol, visitas e assistências médica e psicossocial.

A irmã de Aécio, que é jornalista e sua principal assessora, foi presa porque há suspeitas de que ela tenha pedido dinheiro ao empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, em nome do irmão. Ela é considerada operadora do senador nas investigações da Lava Jato.


Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), chega escoltada ao IML, em Belo Horizonte
Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves, chega escoltada ao IML, em Belo Horizonte



ATUALIZADO ÀS 14H30

O advogado José Eduardo Alckminm que defende Aécio Neves, divulgou nota à imprensa. Confira abaixo: 

O senador Aécio Neves foi surpreendido hoje (18/05) com a gravidade das medidas autorizadas pela Justiça, a partir da reunião havida com o sr. Joesley Batista.Tratou-se única e exclusivamente de uma relação entre pessoas privadas, em que o senador solicitou apoio para cobrir custos de sua defesa, já que não dispunha de recursos para tal.

Foi proposta, em primeiro lugar, a venda ao executivo de um apartamento de propriedade da família. O delator propôs, entretanto, já atendendo aos interesses de sua delação, emprestar recursos lícitos provenientes de sua empresa, o que ocorreu sem qualquer contrapartida, sem qualquer ato que mesmo remotamente possa ser considerado ilegal ou mesmo que tenha qualquer relação com o setor público.Registre-se ainda que a intenção do senador sempre foi, quando da venda do apartamento, ressarcir o empresário.

O senador Aécio Neves lamenta profundamente versões que têm sido divulgadas sobre o caso e, com serenidade e firmeza, vai demonstrar a correção de suas ações e de seus familiares, e a farsa de que foi vítima, montada pelo delator de forma premeditada e criminosa, induzindo as conversas para alcançar seus objetivos de obter os benefícios da delação.O senador manifesta sua incompreensão e inconformismo pelo pedido de prisão preventiva de sua irmã Andrea Neves, que nada mais fez do que atender seu pedido de levar ao empresário, uma vez que o senador se encontrava em, Brasília, a proposta de venda do apartamento da família.Apesar de toda essa violência, o senador segue confiando nas instituições na certeza de que a Justiça, feitas as devidas investigações, demonstrará a absoluta correção dos seus atos e de seus familiares.

José Eduardo Alckmin- Advogado do senador Aécio Neves

ATUALIZADO ÀS 14H24

CENAS QUE PROVAM A ENTREGA DE PROPINA AOS INDICADOS DE TEMER E AÉCIO NEVES


Confira abaixo imagens do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), destacado pelo presidente Michel Temer para tratar com Joesley Batista dos interesses de seu grupo empresarial, é flagrado pegando R$ 500 mil em propina — a primeira parcela de um montante prometido de R$ 480 milhões.

As cenas também são devastadoras Aécio Neves. A Polícia Federal filmou o primo de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, pegando, a mando de Aécio, R$ 1,5 milhão em propina — três quartos dos R$ 2 milhões que Aécio pediu, sem saber que era gravado, para Joesley. As cenas abaixo mostram esta entrega, ocorrida em 28 de abril deste ano.

Fred, como é conhecido, foi diretor da Cemig, nomeado por Aécio, e um dos coordenadores de sua campanha a presidente em 2014. Tocava a área de logística. Quem levou o dinheiro a Fred foi o diretor de Relações Institucionais da JBS, Ricardo Saud, um dos sete delatores. Foram quatro entregas de R$ 500 mil cada uma. A PF filmou três delas. As cenas abaixo mostram a primeira entrega, ocorrida em 12 de abril deste ano.

As filmagens da PF mostram que, após receber o dinheiro, Fred repassou, ainda em São Paulo, as malas para Mendherson Souza Lima, secretário parlamentar do senador Zeze Perrella (PMDB-MG). Mendherson levou de carro a propina para Belo Horizonte. Fez três viagens — sempre seguido pela PF. As investigações revelaram que o dinheiro não era para advogado algum. O assessor negociou para que os recursos fossem parar na Tapera Participações Empreendimentos Agropecuários, de Gustavo Perrella, filho de Zeze Perrella. As cenas abaixo mostram a primeira entrega, ocorrida em 12 de abril deste ano.
ENTREGA DO DINHEIRO AO INDICADO POR TEMER




ENTREGA DO DINHEIRO AO PRIMO DE AÉCIO NEVES

  








ATUALIZADO ÀS 13H45

Senado diz que afastou Aécio assim que foi notificado da decisão de Fachin 

O advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, informou que a Casa afastou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) assim que foi notificado oficialmente, na manhã desta quinta-feira (18), da decisão do ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar tucano foi automaticamente afastado das atividades parlamentares.

Apesar do afastamento da cadeira de senador, Aécio poderá continuar frequentando as dependências do Congresso Nacional. Ele, no entanto, está impedido de votar ou exercer outro ato como parlamentar.


ATUALIZADO ÀS 12H10

Fachin negou pedido de prisão e não levará caso de Aécio ao plenário

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e não levará para o plenário a decisão sobre o assunto.

O plenário só avaliará o caso se o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, autor do pedido, decidir recorrer da decisão de Fachin.

Ministro homologa delação de donos da JBS

O ministro Luiz Edson Fachin homolou nesta quinta-feira (18) a homologação da delação premiada dos proprietários do frigorífico JBS, Joesley e Wesley Batista. A homologação dá validade jurídica às delações. 

De acordo com reportagem do jornal "O Globo", os donos da JBS disseram na delação à Procuradoria-Geral da República (PGR) que gravaram o presidente Michel Temer dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois que ele foi preso na Operação Lava Jato.

Em gravação, feita em março, o empresário diz a Temer que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada para que permanecessem calados na prisão. Diante dessa informação, Temer diz, na gravação: "tem que manter isso, viu?"

Também na delação, Joesley entregou uma gravação à PGR na qual o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, é gravado pedindo ao empresário R$ 2 milhões. No áudio, com duração de cerca de 30 minutos, o presidente nacional do PSDB justifica o pedido dizendo que precisava da quantia para pagar sua defesa na Lava Jato.

ATUALIZADO ÀS 11H01

Aécio está proibido de deixar o país e falar com outros investigados

Além de determinar o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato de senador ou de qualquer outra função pública, o ministro Edson Fachin, em sua decisão, proibiu o tucano de sair do país e de manter contato com qualquer outra pessoa que seja investigada ou ré no processo. O tucano deve entregar os passaportes.

O documento foi enviado ao Senado. No documento, Fachin diz que impõe essas medidas cautelares, como a proibição de se ausentar do País, “devendo [o senador] entregar seu passaporte”. Fachin diz que “os mandados de prisão de Andrea Neves da Cunha, irmã de Aécio, e dos demais, além do mandado de intimação a Aécio para informá-lo das medidas cautelas, deveriam ser feitos com “a máxima discrição e menor ostensividade”.

O ministro diz que autoridade policial deve tomar as “cautelas apropriadas, especialmente para preservar a imagem dos presos, evitando qualquer exposição pública”. Ele ressalta que não se trata de “indivíduos perigosos, no sentido físico, e deve se evitar o uso de algemas”.

Fachin pede que o caso seja colocado na pauta do Supremo e que se decida o levantamento do sigilo. E encerra o ofício enviado ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE): “Esses são os preceitos do Direito: viver honestamente, não causar dano a outrem e dar a cada um o que é seu”.

Na manhã desta quinta-feira (18) ainda foram feitas buscas e apreensões em diversos endereços ligados ao tucano. O procurador-geral da República Rodrigo Janot chegou a fazer um pedido de prisão do senador. O pedido, porém, foi negado por Fachin, cuja atribuição deve ser levada ao plenário.

Não há, no entanto, garantia de que ele será analisado nesta quinta, uma vez que três ministros estão fora. Também foi pedida a prisão do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).


ATUALIZADO ÀS 10H45

Presa, irmã de Aécio chega à sede da PF

A irmã e assessora do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Andrea Neves, foi presa por agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal na manhã desta quinta-feira (18) em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Ainda não foi divulgado o motivo da prisão.

A casa de Andrea fica em um condomínio fechado em Nova Lima e uma fonte da Polícia Federal confirmou que a irmã do senador foi presa em casa. O advogado Marcelo Leonardo esteve na sede da PF em Belo Horizonte, para onde Andrea foi levada, e disse que vai fazer a defesa da irmã de Aécio, mas não vai se manifestar sobre a prisão neste momento.

Andrea Neves na manhã desta quinta (18)
Andrea Neves na manhã desta quinta (18)
Andrea foi presa na Região Metropolitana de Belo Horizonte
Andrea foi presa na Região Metropolitana de Belo Horizonte

ATUALIZADO ÀS 09H40

Primo de Aécio também é preso pela PF

Um primo do presidente do PSDB, senador Aécio Neves, também foi preso preventivamente nesta quinta-feira pela Polícia Federal. Fred, como é conhecido Frederico Pacheco de Medeiros, teria sido filmado recebendo R$ 2 milhões a mando do empresário Joesley Batista.

Além dele, Menderson Souza Lima, assessor do senador Zezé Perrela (PMDB-MG) também foi preso. Assim como a irmã do operador financeira Lucio Bolonha Funaro, chamada Roberta. Todos foram citados na delação de Joesley Batista. Em todos os casos os mandados são de prisão preventiva e foram autorizados pelo STF.

ATUALIZADO ÀS 09H05

Rede Sustentabilidade vai entrar com pedido de cassação de Aécio e Perrella

A  Rede Sustentabilidade vai apresentar nesta quinta-feira, 18, uma representação contra os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Zeze Perrella(PTB-MG) no Conselho de Ética do Senado Federal. Caso o processo seja aberto, pode levar à cassação dos senadores.

De acordo com a assessoria da Rede, a peça de representação já está pronta e deve ser protocolada na tarde desta quinta.

ATUALIZADO ÀS 08H45

Irmã do senador Aécio Neves é presa pela Polícia Federal

A operação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal em endereços ligados a Aécio Neves (PSDB-MG), na manhã desta quinta-feira (18), tentou cumprir um mandado de prisão contra a irmã do senador, Andrea Neves. Segundo a PF, ela foi presa na Região metropolitana de Belo Horizonte. Um chaveiro foi chamado para os agentes cumprirem o mandado de busca e apreensão no apartamento de Andréa em Copacabana, na Zona Sul.

A operação no Rio começou por volta das 5h, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). Também foram feitas buscas nos apartamentos de Aécio e de Altair Alves Pinto, conhecido por ser braço direito do deputado Eduardo Cunha, que está preso.

Por volta das 6h15, pelo menos cinco carros descaracterizados da Polícia Federal chegaram à chapelaria do Congresso, em Brasília, que é a principal entrada e a mais utilizada pelos parlamentares. No Congresso, as buscas são feitas nos gabinetes de Aécio, do também senador Zeze Perrella (PMDB-MG) e do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

Andrea Neves
Andrea Neves

PGR pede a prisão de Aécio Neves

A Procuradoria Geral da República pediu a prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG), mas o ministro do STF Edson Fachin deu só afastamento. Ele afirmou que prisão é assunto para ser decidido pelo plenário do Supremo.

STF determina afastamento de Aécio Neves e prisão preventiva da sua irmã

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), mandou afastar o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), do mandato de senador. O magistrado, no entanto, negou o pedido apresentado da Procuradoria Geral da República (PGR) para prender o parlamentar tucano. No despacho, Fachin ressaltou que cabe ao plenário do Supremo analisar o pedido de prisão de Aécio.

O relator da Lava Jato determinou ainda que o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) seja afastado da Câmara. Reportagem publicada nesta quarta (17) no site do jornal "O Globo" revelou que o dono do frigorífico JBS Joesley Batista entregou à Procuradoria Geral da República (PGR) uma gravação na qual Aécio pede ao empresário R$ 2 milhões.

No áudio gravado por Joesley, com duração de cerca de 30 minutos, o presidente nacional do PSDB justifica o pedido dizendo que precisava da quantia para pagar sua defesa na Lava Jato. O senador tucano é alvo de seis inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionados à Lava Jato.

O Supremo também autorizou a prisão da irmã do senador, a jornalista Andrea Neves. O mandado é de prisão preventiva, quando não há prazo para a soltura. Andrea teria pedido dinheiro em nome do irmão para Joesley Batista, num primeiro contato antes de o próprio tucano procurar o empresário. As conversas foram gravadas. Joesley fez delação premiada. Até o momento, o mandado de prisão não foi cumprido.

Andrea ainda não foi localizada. A PF acionará a Interpol, pois tem a informação de que a irmã de Aécio estaria em Londres.


PF e MPF fazem busca na casa de Aécio Neves no Rio

Agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal realizam operação da força-tarefa da Lava Jato desde o início da manhã desta quinta-feira (18), no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Federal, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), estão sendo cumpridos um mandado de prisão contra Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves, além de mandados de busca a apreensão nos apartamentos do senador, da irmã dele e de Altair Alves Pinto, conhecido por ser braço direito do deputado Eduardo Cunha.

Por volta das 6h15, pelo menos 5 carros descaracterizados da Polícia Federal chegaram à chapelaria do Congresso, em Brasília, que é a principal entrada e a mais utilizada pelos parlamentares. No Congresso, as buscas são feitas nos gabinetes de Aécio, do também senador Zeze Perrella (PMDB-MG) e do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).


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Um procurador da República foi preso e há mandado de prisão contra o advogado Willer Tomaz, que é ligado a Eduardo Cunha. A PF também faz buscas no Tribunal Superior Eleitoral, onde atua o procurador da República preso.

Equipes começaram a deixar a sede da PF, na Zona Portuária do Rio, por volta das 5h30. Os carros com agentes foram par três endereços: em Ipanema, na casa de Aécio; em Copacabana, onde a irmã tem apartamento; e na Tijuca, casa de Altair.

Em Ipanema, um chaveiro foi chamado para auxiliar o trabalho dos agentes, já que ninguém foi encontrado para abrir a porta no apartamento de Aécio. O senador já responde a seis inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Por volta das 6h25, os agentes conseguiram entrar no apartamento após acionar um chaveiro para abrir a porta. O funcionário de um hotel que fica ao lado do edifício foi chamado para servir de testemunha.

Pouco antes das 6h, os agentes chegaram na casa de Altair, na Rua Conselheiro Olegário, número 20, na Grande Tijuca, Zona Norte do Rio. Os policiais pretendem cumprir mandado de busca e apreensão no local.

Altair já trabalhou no gabinete do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e também no gabinete de outros deputados ligados ao ex-presidente da Câmara. Ele já foi apontado por Fernando Baiano por ser o responsável por transportar propinas para Cunha. Os agentes também chamaram um chaveiro para abrir a porta do imóvel, mas até as 7h ainda não havia informações se os agentes encontraram alguém no imóvel.


Delação da JBS

A operação teria tido início após a delação do dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, que entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma gravação do senador Aécio Neves pedindo a ele R$ 2 milhões. No áudio, com duração de cerca de 30 minutos, o presidente nacional do PSDB justifica o pedido dizendo que precisava da quantia para pagar sua defesa na Lava Jato. A informação foi divulgada pelo jornal "O Globo" na quarta-feira (17).

A entrega do dinheiro foi feita a Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio, que foi diretor da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), nomeado por Aécio, e um dos coordenadores de sua campanha a presidente em 2014.

Em nota, a assessoria de imprensa de Aécio Neves afirmou que o senador "está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos".

"No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários", diz o texto.


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Fonte: Com informações do G1
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