PI deve aderir à tecnologia européia de acompanhamento em saúde

Detecção da doença em estado inicial se dá através de rastreamento

Em reunião realizada na segunda (6), no Palácio de Karnak, o Governo do Estado iniciou os estudos para a implantação de um sistema informatizado de monitoramento da saúde pública estadual. Em parceria com a empresa portuguesa First, Wellington Dias, o secretário de Saúde Francisco Costa e comitiva de gestores debateram a viabilidade da adesão do estado ao sistema europeu de tecnologia da informação na saúde.

O objetivo é, a exemplo de hospitais e demais unidades de saúde de Portugal, tornar mais céleres os diagnósticos de câncer em pacientes que apresentam a doença em estado inicial, reduzindo custos e salvando vidas.

Para o secretário Francisco Costa, o sistema apresentado pela First é uma oportunidade dos órgãos de saúde pública lançarem mão de uma ferramenta de busca ativa de pacientes considerados, por alguma razão, público de risco para algum tipo de câncer. “Com isso, o Estado faz a busca ativa, ele notifica o paciente para que o mesmo tenha consciência e procure a unidade, sendo referenciado a unidade mais próxima da sua residência. Assim nos dá a capacidade de fazer um rastreamento adequado, o diagnóstico precoce e o tratamento e a cura das pessoas num tempo mais hábil”, destacou o gestor.

A detecção da doença em estado inicial se daria através de um rastreamento organizado de base populacional utilizando, por exemplo, a base de dados do Sistema Único de Saúde (SUS). Através do sistema informatizado, os profissionais da saúde e os pacientes teriam o suporte do sistema em rede, podendo acessar dados, exames e diagnósticos através da internet, tudo isso, como garantem os gestores, de forma segura e sigilosa.

O sistema de tecnologia da saúde ainda dispõe de georreferenciamento de pacientes, podendo apontar quais unidades de saúde estão mais próximas do paciente e quais possuem as especialidades e os equipamentos necessários para o atendimento em questão. Através de uma central de laudos, médicos oncologista poderão compartilhar informações com as equipes de saúde de atenção básica, descentralizando diagnósticos e facilitando atendimentos.

De acordo pesquisas especializadas, quando detectado precocemente, um tratamento de câncer pode custa até quatro vezes menos que outro diagnosticado em fase mais avançada. “Sem contar o ganho em melhorar a sobrevida das pessoas e no custo. Uma coisa é você tratar um paciente no início de uma doença outra cosia é você acompanhar e tratar um paciente numa doença mais avançada”, explicou Costa.

O sistema informatizado de saúde teria o Piauí como território pioneiro no Brasil. “Gostaríamos de fazer primeiro projeto do Brasil, implementando o sistema aqui no Piauí e servir a população, fazendo um rastreamento do câncer de forma ativa, detectando as doenças, o câncer de mama, o câncer do colo do útero, o câncer do colo do reto , de maneira que esses quadros não se agravem. Nosso objetivo aqui é este: apresentar o trabalho que fazemos  em Portugal, que é bastante amplo, de mais de 10 anos. Queremos replicar isso aqui no Brasil”, pontuou Victória Musallam, diretora geral da First no Brasil.

“Agora é formatar a possibilidade de implantar no nosso estado para que esse modelo praticado hoje em Portugal possa ser aplicado aqui no Piauí, quem sabe, servindo como modelo para outros Estados da Federação”, concluiu o secretário de Saúde.

Outra proposta apresentada ao governo do Estado foi o rastreamento de bactérias viatecnologia da informação. Infecções hospitalares e a resistência de bactérias a antibióticos vêm se configurando como situações graves em todo o mundo. A proposta é a implementação de um outro sistema de monitoramento informatizado que acompanha casos e atualiza dados em tempo real de situações de proliferações e infecções em redes de hospitais. A ferramenta auxilia no enfrentamento e na prevenção dessas proliferações.

Fonte: Com informações do Portal do Governo