Polícia apura morte de engenheiro em banheiro de centro espírita

Laudo apontará causa da morte

A Polícia Civil investiga o caso de um engenheiro que estava desaparecido e foi encontrado morto no banheiro da Federação Espírita do Estado de São Paulo (Feesp), no centro da capital paulista. Nesta quinta-feira (10), quase um mês depois da morte, a investigação ainda aguardava o resultado do laudo necroscópico para saber a causa da morte. Os policiais investigam se Claudio Arouca foi vítima de um crime, se se suicidou ou se teve morte natural.


O homem de 49 anos havia sumido no dia 13 de julho, uma quinta-feira, quando foi visto pela última vez deixando o carro num estacionamento ao lado da Federação. Policiais analisam imagens de câmeras de segurança que mostram esse momento. As câmeras também teriam gravado a entrada de Claudio no prédio. Ele teria ido ao local porque namoraria uma frequentadora do lugar.

Dois dias depois do desaparecimento, em 15 de julho, um sábado, o corpo do engenheiro foi encontrado por um funcionário da limpeza dentro do banheiro da Federação. Claudio não teria sinais de violência. O caso é investigado pelo 1º Distrito Policial (DP), na Sé, como morte suspeita.

Por telefone, a ex-mulher do engenheiro falou que a família está apreensiva sem saber o que aconteceu. "Os exames que foram feitos na hora no IML [Instituto Médico Legal] não foram conclusivos. Eles apontaram o seguinte: 'causa da morte a esclarecer'", disse a dentista Adriana Colombo, de 50 anos.

A dentista também criticou a Federação Espírita porque, segundo ela, a entidade dificultou o acesso da família a informações sobre o caso. "A postura da federação aumentou nosso sofrimento e dor", disse Adriana.

Em nota publicada em seu site, a entidade informa que tomou "todas as providências possíveis junto às autoridades e também para localizar os familiares, que foram acolhidos e apoiados no 8º andar da FEESP".

Investigação

Adriana teve três filhos com Claudio, de quem se separou. A dentista falou ainda que o ex-marido se dividia entre São Paulo, onde administrava os imóveis da família, e Eunápolis, na Bahia, onde morava.

"A gente não sabe de nada, mas quero que tenha sido natural [a morte], porque nos daria mais conforto", afirmou a ex-mulher de Claudio. "Disseram que os exames que irão apontar a causa da morte demoram dois meses para ficarem prontos."

Policiais do 1º DP disseram à reportagem que, se o laudo do IML apontar que Claudio foi vítima de um crime, o caso passa a ser investigado pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Se o resultado apontar que ele se matou ou que é um caso de morte natural (infarto, por exemplo) o inquérito será concluído e encerrado com o arquivamento. Parentes não acreditam em suicídio.


Federação Espírita

Em um comunicado postado em seu site, a Federação afirma que "a Polícia Civil continua realizando investigações sobre o ocorrido e o Instituto Médico Legal da Superintendência da Polícia Científica está periciando o material colhido, para fornecer o laudo médico legal."

A Feesp diz ainda que "assim que recebermos esses laudos comunicaremos a todos os resultados e os esclarecimentos."

Fonte: Com informações do G1
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