Caso Claudemir: Justiça nega soltura de cinco acusados

Policial do BOPE foi executado ao sair de academia na capital.

A 1ª Vara do Tribunal do Juri, em decisão proferida na última quinta-feira, negou pedido de soltura para cinco dos oito acusados de participação na morte do cabo Claudemir de Pádua Sousa, de 32 anos, executado com cinco tiros de pistola no momento em que saía de uma academia na avenida Principal do conjunto Sacy, na zona Sul de Teresina, no dia 06 de dezembro de 2016. 

De acordo com a decisão, dada pelo juiz Antonio Reis de Jesus Nollêto, os acusados: Francisco Luan de Sena, Thaís Monait Neris de Oliveira, Igor Andrade Sousa, o Igor Gordão, José Roberto Leal da Silva, o Beto Jamaica, e Flávio Willame da Silva seguem cumprindo seus mandados de prisão preventiva. 

Na decisão, o juiz esclarece que manteve as prisões visando garantir a ordem pública, para evitar que os envolvidos no crime atrapalhem as investigações. “Os acusados ao serem colocados em liberdade, incidiriam na chance de, a qualquer momento, perturbar a paz social, colocando em risco a ordem pública”, diz o magistrado no texto. 

A Polícia Civil concluiu o inquérito policial e encaminhou ao Ministério Público. O documento possui quase mil paginas sob a responsabilidade do promotor Regis Marinho. Para o promotor não restam dúvidas de que a motivação do crime foi passional.

Cabo Claudemir de Pádua Sous (Crédito: Reprodução)
Cabo Claudemir de Pádua Sous (Crédito: Reprodução)


Maria Ocionira

Apontada como coautora intelectual, planejou a morte de Claudemir. Ela estava noiva da vítima e ao mesmo tempo mantinha um envolvimento amoroso com Leonardo, apontado como mandante do crime. 

Leonardo

Apontado como o mandante e coautor. Segundo a polícia, as armas usadas no crime pertencem a ele. 

José Roberto Leal, o Beto Jamaica

Taxista/agenciador, responsável por contratar os executores e 'olheiros' que ajudaram na morte do cabo. Ele confirmou para polícia que foi procurado por Leonardo várias vezes para praticar o crime. Como não teve coragem, contratou os executores. 

Igor, vulgo Gordo

A polícia informou que Igor foi responsável por repassar o veículo roubado [Fiat Uno Vivace]  que foi utilizado na fuga após o crime. Auxiliou para contratação do bando envolvido no crime. 

Wesley Marlon

Apontado pela polícia como um dos executores, que realizou os disparos contra o policial, utilizando uma pistola 380. Ele ficou dentro do veículo aguardando sinal para efetuar os tiros. Recém liberado do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão, tinha passagem por latrocínios, roubos e homicídios. 

Flávio Willame, o Boneco

Apontado como segundo executor. Usou um revólver calibre 38para executar o cabo. Ele também estava dentro do carro. 

Francisco Luan

Apontado pela polícia como 'olheiro', que percebeu movimentação da vítima e deu sinal para os executores. Segundo a polícia, o mesmo chegou a seguir a vítima três dias antes do crime. 

Thais Monait

Também apontada como 'olheira'. Ela namora com Francisco e ficou próximo do local onde ocorreu o crime, já que sua função era dar sinal para os executores. Ao perceber que Claudemir estava saindo da academia onde malhava, ela levantou da cadeira, como sinal para os executores. 

Wagner Falcão

Último a prestar testemunho. Segundo a polícia, ele prestou depoimento falso, pois era amigo de Leonardo, apontado como autor do crime, e sabia sobre a autoria das armas usadas no crime, que pertencem a Leonardo. 







Fonte: Portal Meio Norte
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