Comerciante que tomou arma de bandido:'Me arrisquei demais'

Comerciante teme represália; assaltante quer arma de volta.

O comerciante quetravou luta corporal contra um criminoso no momento em que sofria uma tentativa de assalto dentro de seu estabelecimento comercial no bairro Mafrense, na zona Norte de Teresina, em entrevista a Rede Meio Norte, afirmou que teme represália por parte do assaltante que não foi preso pela polícia. A vítima conta que teve dificuldades para registrar boletim de ocorrência no 7º Distrito Policial. 

“Quanto eu tomei a arma dele [assaltante], havia 6 balas intactas. Foi um grande risco, me arrisquei demais porque não tinha outro apelo. Eu estava dentro e não tinha outra opção, não poderia correr”, contou.

Comerciante reage e toma arma de bandido na zona Norte de Teresina (Crédito: Rede Meio Norte)
Comerciante reage e toma arma de bandido na zona Norte de Teresina (Crédito: Rede Meio Norte)

O criminoso mandou um recado exigindo a arma de volta, conforme  relata a vítima. “Algumas pessoas chegaram a me contar que ele [assaltante] não está satisfeito por não ter cumprido com o objetivo dele, que era assaltar. Ele diz que não levou dinheiro, mas me arrastou R$ 700 em dinheiro aproximadamente, apesar de eu ter tomado a arma dele, por isso ele está se sentindo mal. Dizem que ele quer a arma de volta, mas a polícia levou. Ele também deixou uma moto que parece que foi roubada, e o veículo foi levado para Polinter. Eu não posso fazer nada, porque a arma entregaram", acrescentou. 

Comerciante vítima de bandido na zona Norte (Crédito: Rede Meio Norte)
Comerciante vítima de bandido na zona Norte (Crédito: Rede Meio Norte)

Após seis arrombamentos e quatro assaltos no estabelecimento, a vítima diz que não aguenta mais tanta violência. “Eu tentei tirar a arma dele para me defender. Dizem, inclusive, que ele está  vai voltar, o que eu não espero que aconteça. Eu espero que ele pare por lá mesmo", desabafou.

O comerciante relatou ainda que teve dificuldade para fazer boletim de ocorrência devido problemas estruturais no 7º DP. “Eu cheguei, dei boa tarde para uma moça que havia do lado e relatei que queria fazer um B.O. Daí ela disse: 'Bom, moço..Nós estamos sem escrivão aqui, não temos telefone'. E aí eu disse: 'Pois o negócio está ruim aqui'”, relatou.

Comerciante travou luta com criminoso (Crédito: Rede Meio Norte)
Comerciante travou luta com criminoso (Crédito: Rede Meio Norte)



Fonte: Portal Meio Norte
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