Assassinos de ambulante terão proteção especial em cadeia

Os dois suspeitos foram presos e podem pegar até 30 anos de prisão

O delegado que investiga o assassinato do vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas na estação Pedro II do Metrô de São Paulo descarta, por enquanto, que o episódio seja uma caso de crime de ódio relacionado à homofobia. Luiz Carlos morreu após ser espancado pro Ricardo Martins do Nascimento e Alípio Rogério Belo dos Santos depois de tentar defender um morador de rua homossexual e uma travesti que eram perseguidos pela dupla. Eles foram indiciados por homicídio qualificado.

"Não há nada que leve a crer em crime de intolerância. Não há nada que leve que eles agrediram por serem homossexuais, moradores de rua, nada disso", diz o delegado. Os dois suspeitos foram reconhecidos por todas as 14 testemunhas e, de acordo com o delegado do caso Rogério Marques, nem eles próprios negam o que fizeram. "Pelo vídeo que analisamos, é clara a intenção de matar a vítima", acrescentou.

Segundo Marques, os agressores disseram que só tiveram noção do que haviam cometido no dia seguinte. "Os dois só viram que a vítima havia falecido no dia seguinte, pela televisão. Momento em que eles pegaram as coisas deles e fugiram para a casa de parentes".


O delegado ainda disse que os primos alegam que foram urinar em uma praça próximo à estação quando foram abordados por moradores de rua que os roubaram. Alípio e Ricardo disseram à polícia que tentaram reaver os pertences levados e Luís Carlos Ruas intercedeu em favor dos supostos ladrões.

Mas de acordo com as testemunhas não houve essa abordagem e nada foi levado deles: "Eles agrediram porque são pessoas com ódio no coração, mataram o Luiz de graça, pelo simples fato de se acharem donos do mundo", disse uma das testemunhas.


Ao chegarem na delegacia foram ouvidos gritos de, "assassino", "lixo", "covarde" e "vai morrer". Barreiras metálicas foram montadas para afastar as pessoas. Um grupo de policiais do GOE foi acionado.

Um deles chegou a atirar para cima. O disparo foi com munição não letal.

"Até os presos não gostam desse tipo de gente. Eles vão ter que ficar em um lugar reservado. Eles vão ter que ficar protegidos." 

Especialistas em direito criminal dizem que as imagens das agressões oferecem todos os elementos para que Alípio Rogério Belo dos Santos e Ricardo Martins do Nascimento, que estão presos, sejam denunciados por homicidio triplamente qualificado, que pode resultar em pena máxima, de 30 anos de prisão.

As qualififcadoras são motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

"A primeira qualificadora seria o motivo torpe, porque eles agiram com motivo repugnante. eles desconsideraram aquela pessoa como ser humano. Eles agiram de forma repugnante", explica Marina Coelho Araújo, professora de direito penal.

"A segunda qualificadora é a qualificadora do meio cruel. foi um espancamento. Eles bateram nos locais vitais daquela pessoa até ela falecer. E a terceira qualificadora é o meio que impossibilitou a defesa da vitima. ele ja estava caido, eles empurraram, ela caiu, bateu a cabeça a pessoa e depois eles mataram."

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Fonte: Com informações do G1
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