Delegado que criticou policiais também fez foto com Rogério 157

Registro mostra Fernando no banco da frente e Rogério no de trás

O delegado Gabriel Ferrando, titular da 12ª DP (Copacabana), criticou a postura dos policiais que tiraram selfies com o traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, preso nesta quarta-feira na Favela Parque Arará, em Benfica, na Zona Norte do Rio. Mas ele próprio fez uma foto com o bandido.

Circula em redes sociais um registro que mostra Ferrando no banco da frente de uma viatura e Rogério no banco de trás, algemado.

Em entrevista coletiva na Cidade da Polícia, o delegado disse não ter aprovado a conduta dos agentes e chamou as selfies de "excessos". Ele ainda afirmou que os policiais responderão a um procedimento na Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol):

— Reprovo, não acho certo. Mas os excessos serão corrigidos na Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol). Os policiais estavam numa adrenalina. Eles vão responder na Corregedoria.

Delegado Gabriel Ferrando fez foto com Rogério 157
Delegado Gabriel Ferrando fez foto com Rogério 157


A nota enviada pela assessoria diz que a Chefia de Polícia informou que foi instaurada uma sindicância administrativa (SAD) na corregedoria interna da Polícia Civil para ouvir todos os policiais que aparecem nas selfies com o traficante Rogério 157. De acordo com a nota, o objetivo é analisar a conduta disciplinar dos agentes.

Rogério foi capturado durante uma operação das forças de segurança deflagrada no início da manhã desta quarta. No momento da prisão, Rogério estava vestido com uma camiseta preta com a frase "wild spirit", espírito selvagem.

Após a notícia da captura do traficante, moradores da Rocinha relataram, em redes sociais, um tiroteio na favela, localizada na Zona Sul do Rio. Segundo informações, há disparos da região do Valão. Rogério era chefe do tráfico na comunidade e, após deixar a facção Amigo dos Amigos (ADA) e se aliar ao Comando Vermelho (CV), conseguiu tomar a parte alta da Rocinha.

— O nosso medo é de que a guerra volte. Na hora que a prisão dele foi divulgada, houve uma saraivada de tiros. Achamos que foi comemoração dos rivais dele. Depois, começou o tiroteio — contou um morador que pediu para não ser identificado.





Fonte: G1
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