'Foi assaltado cinco vezes', afirma esposa de cobrador assassinado

Francisco Batista do Nascimento foi morto na zona Sudeste.

Por volta de 16h25 da tarde de quarta-feira, dia 23 de novembro, um homem identificado como Francisco Batista do Nascimento, de aproximadamente 40 anos de idade, foi assassinado ao reagir a um assalto na Vila Araguai, bairro Renascença, na zona Sudeste de Teresina.

Capitão Cléber, do 8º Batalhão da Polícia Militar (BPM), falou sobre o crime. “A vítima, o senhor Francisco Batista, andava fazendo cobranças. Ao chegar na Vila Araguai, isso por volta de 16h25 de hoje, o mesmo acabou sendo alvejado com um tiro abaixo do peito esquerdo. O elemento que o matou andava em uma motocicleta, ainda não identificada”, afirmou.

 Francisco Batista do Nascimento
Francisco Batista do Nascimento

A esposa da vítima, bastante abalada, ainda não acredita no que aconteceu com o marido. "Eu não quero acreditar, não. Todo dia ele acordava, tomava banho e ia até a pardaria comprar pão para deixar para nossa café da manhã. E agora quem é que vai fazer isso?", afirmou a viúva, que preferiu não se identificar. 

Francisco foi socorrido e encaminhado para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas não resistiu e morreu. "Ele já chegou lá [no hospital] morto, sem vida. Na hora que atiraram nele, que ele caiu, ainda tentaram animar ele e o colocaram na ambulância, mas morreu antes de chegar lá. Muita dor. Muita mesmo. Eu via acontecendo com os outros, mas nunca imaginei que fosse ocorrer comigo", disse a esposa.

Segundo ela, Francisco já foi assaltado pelo menos 5 vezes. "Ele já foi assaltado umas cinco ou seis vezes, levaram as coisas dele, a moto dele levaram duas vezes. Uma vez ele chegou de uma cobrança, acho que vinham seguindo ele, aí bateram no portão. Um deles perguntou: 'Cadê o homem do perfume?'. Eram dois bandidos e um deles logo me empurrou. Um deles disse: 'Bora, bora vagabundo, me passa o dinheiro'. Dessa vez levaram a vida dele", relatou. 

Indignada com o crime, a esposa do cobrador clama por Justiça. "Eu quero Justiça, Justiça e Justiça", afirmou a dona de casa. 

Fonte: Portal Meio Norte
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