Integrante de quadrilha de assalto a bancos tem Bolsa Família

Integrantes da organização ostentavam com viagens e carros de luxo

Presa suspeita de integrar uma quadrilha de assalto a banco em Mato Grosso, a jovem Lúbia Camilla Pinheiro Gorgete, recebia benefício do Bolsa Família desde 2015. Os dados no Portal da Transparência, do governo federal, apontam que nos últimos dois anos, foram destinados pouco mais de R$ 3,6 mil para Lúbia. Ela e outras 12 pessoas foram presas durante a operação Luxus deflagrada nesta quinta-feira (4).

Os integrantes da organização ostentavam com viagens, carros de luxo e barcos, custeados com dinheiro proveniente dos roubos, segundo a Polícia Civil. Fotos divulgadas por eles em redes sociais levantaram a suspeita.

Nesse ano, de acordo com o Portal da Transparência, Lúbia já sacou R$ 326. Em 2015 e 2016, ela recebeu R$ 1,4 mil e R$ 1,8 mil, respectivamente.


integrantes da quadrilha ostentavam em viagens
Integrantes da quadrilha ostentavam em viagens



Lúbia foi presa e é acusada de integrar a quadrilha que assaltou pelo menos 10 agências bancárias no estado. Segundo a Polícia Civil, ela não tem ligação direta com os crimes, mas tem ligação com os assaltantes, mas usufruía de viagens e passeios de luxo pagos com o dinheiro roubado.

A polícia passou a monitorar a quadrilha há 6 meses. Segundo as investigações, os integrantes do bando ostentavam em fotos publicadas nas redes sociais. Eles se exibiam em carros e barcos de luxo, viagens ao Rio de Janeiro, festas e passeios de helicóptero.


integrantes da quadrilha ostentavam em viagens
Integrantes da quadrilha ostentavam em viagens


Na web, Gilberto Silva Brasil, apontado como chefe da quadrilha se autodenominava ‘Showman’. Em outras publicações, ele posou para fotos em pontos turísticos do Rio de Janeiro e em eventos no sambódromo, durante o carnaval deste ano.

Segundo as investigações, os ladrões tinham acesso aos cofres através de imóveis que ficam ao lado das agências bancárias. “Eles quebravam as paredes, entravam no estabelecimento, desligavam o sistema de alarme e tinham acesso total ao banco”, explicou o delegado Diogo Santana.



Fonte: G1