Personal trainer 'se aproveita de alunas' e é acusado de estupro

Alunas acabaram estupradas pelo personal trainer.

Um convite feito pelo Instagram para conhecer um treinamento físico totalmente gratuito. O local marcado um flat de classe alta no bairro Estoril, na região Oeste de Belo Horizonte. Aparentemente, nada levantou suspeita de duas mulheres que aceitaram a chamada de um personal trainer identificado por Rodrigo e acabaram estupradas. Na quinta-feira (10),  a Polícia Civil afirmou que os casos são investigados, mas o suspeito ainda não foi localizado.

No dia 29 de outubro, uma jovem de 23 anos compareceu a um prédio na rua Desembargador Amilcar de Castro a convite do homem para uma aula de Calistenia, modalidade que mistura exercícios abdominais e agachamentos, geralmente, realizada ao ar livre. No entanto, a vítima precisou subir até o flat, onde começou a passar por uma avaliação física. No primeiro momento, o professor segurou na cintura da aluna e pediu que ela abrisse e fechasse os braços.

Supeito identificado apenas como Rodrigo (Crédito: Reprodução)
Supeito identificado apenas como Rodrigo (Crédito: Reprodução)

Logo depois, o homem pediu que a jovem deitasse na cama para fazer abdominais, momento em que ela afirmou que tinha outro compromisso e precisava ir embora, mas foi convencida a ficar. O personal começou a colocar a mão na virilha da mulher, se jogou em cima dela e pediu que ficasse calma. Posteriormente, arrancou o short e a calcinha da vítima, tirando também sua roupa.

O suspeito já estava com preservativo no pênis e consumou o ato sexual. Depois do estupro, ela conseguiu fugir para o banheiro, onde entrou em contato com um amigo. Ao sair do cômodo, a vítima foi indagada pela suspeito se não receberia um abraço de despedida. A Polícia Militar foi acionada, mas o personal já havia saído do flat.

Tonificação corporal

O caso da jovem não foi o primeiro registrado contra o personal. Em março, uma outra mulher de 18 anos também registrou queixa contra o suspeito, que agiu da mesma forma entrando em contato pela rede social oferecendo um treinamento. Ela compareceu ao endereço, onde recebeu massagem facial e também foi orientada a deitar na cama para uma “tonificação corporal”.

O professor chegou a passar a mão em sua virilha e a agarrou. Ela conseguiu fugir antes da conjunção carnal. A vítima também registrou um boletim, mas o homem não chegou a ser preso.

Expulso de prédio

Procurada pela reportagem, a direção do prédio informou que, após o boletim registrado em outubro, o suspeito foi expulso do flat, e não voltou ao local. Coube ao irmão dele ir até lá buscar seus objetos pessoais.

O personal alugou o espaço em março deste ano, apresentou a documentação solicitada e nenhum problema foi detectado. Conforme a administração, quando foi registrado o primeiro caso, em março, o suspeito informou ao síndico que a acusação não procedia. Como a polícia não retornou, ele continuou vivendo no local normalmente.

Os casos de estupros repercutiram pelas redes sociais. A última vítima chegou a fazer um post no Facebook, mas apagou posteriormente. Pelo Instagram, uma mulher que fez o treinamento com o professor chegou a ser questionada em relação ao comportamento dele.

Fonte: Otempo
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