Travesti é presa suspeita de matar o companheiro após discussão

Trabalhador rural foi morto na madrugada do dia 31 de dezembro

Uma travesti de 23 anos foi presa nesta segunda-feira (2) na cidade de Luciara, a 1.180 km de Cuiabá, capital do Mato Grosso, suspeita de ter matado o companheiro depois de uma discussão que teria ocorrido por causa de dinheiro.

Marcos Ray Oliveira usa o nome social de Rayka e é suspeita de ter assassinado com três facadas João Paulo Martins Rocha, de 38 anos, com quem teria um relacionamento havia oito anos.

De acordo com a Polícia Civil, Rayka confessou o crime e alegou legítima defesa. O caso aconteceu na madrugada do dia 31 de dezembro, na casa da travesti, que fazia programas no município. Segundo o delegado Valmon da Silva, Rayka deverá ser indiciada por homicídio qualificado.

Travesti é suspeita de ter matado o companheiro em MT (Crédito: Reprodução)
Travesti é suspeita de ter matado o companheiro em MT (Crédito: Reprodução)

Conforme as investigações, João Paulo estava na companhia de amigos bebendo em um bar da cidade, na noite do dia 30 de dezembro. Ele trabalhava em uma fazenda e tinha recebido o pagamento do salário e do 13º salário. Rayka se juntou ao grupo horas depois e, já de madrugada, ela, o companheiro e um casal saíram do local e foram para a casa da suspeita.

Na residência, cada casal foi para um quarto. Rayka e o companheiro, então, iniciaram uma discussão. Os dois começaram a brigar e, já fora da casa, a travesti teria dado três facadas no companheiro. Segundo o homem e a mulher que também estavam na casa, durante a discussão João Paulo estava pedindo para a travesti devolver a carteira dele.

O trabalhador rural chegou a ser socorrido, mas morreu cerca de meia hora depois, já no hospital.

Depois do crime, a travesti fugiu e passou dois dias escondida na mata. Nesse período, o delegado responsável pediu a prisão de Rayka, que foi decretada pela Justiça. "A suspeita procurou um advogado para se apresentar espontaneamente. Mas quando foi até a polícia, já estava com a prisão decretada", disse Silva.


Fonte: Com informações do G1