Lula depõe pela segunda vez para Sérgio Moro em Curitiba

Luiz Inácio Lula da Silva começou a prestar depoimento

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a prestar depoimento por volta das 14h15 desta quarta-feira (13), na 13ª Vara Federal de Curitiba. Esta é a segunda vez que ele fala ao juiz Sérgio Moro, na condição de réu em um processo da Operação Lava Jato. A informação foi confirmada pela assessoria da Justiça Federal.

O primeiro a questionar Lula é o juiz Sérgio Moro. Depois, o Ministério Público Federal e por fim os advogados de defesa.

Além de Lula, Moro também deve ouvir nesta quarta-feira Branislav Kontic, ex-assessor do ex-ministro Antônio Palocci.

Lula chegou às 13h50, passando de carro em um corredor formado por militantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) que o esperavam desde as 10h30. Ele desceu do automóvel, onde encontrou lideranças do PT.  como a senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidente nacional da sigla, e caminhou poucos metros segurando uma bandeira do Brasil. Ao som de "Lula, guerreiro do povo brasileiro", "fora, Temer" e batucadas, o ex-presidente interagiu com militantes. Depois, seguiu de carro à sede da Justiça Federal.

Moro chegou ao local por volta das 10h, em uma caminhonete escoltada por seguranças da Justiça Federal. O entorno do prédio, com forte esquema de segurança que incluiu um helicóptero.

No interrogatório, o primeiro a perguntar é Moro. Na sequência, dá-se voz aos membros do MPF (Ministério Público Federal) e da defesa da Petrobras. Depois disso, é a vez dos advogados dos outros réus. Os defensores de Lula também podem questionar o petista ao final da audiência.

Caso seja necessário, Moro pode, durante todo o interrogatório, tirar dúvidas com Lula, que, no final da audiência, ainda terá espaço para fazer suas considerações finais.


SEGUNDO DEPOIMENTO


Esta é a segunda vez que Lula presta depoimento na condição de réu em um processo da Lava Jato conduzido por Moro. No primeiro caso, ele foi acusado de receber R$ 3,7 milhões em propina, de forma dissimulada, da empreiteira OAS. Em troca, ela seria beneficiada em contratos com a Petrobras. O ex-presidente acabou condenado naquela ação penal a nove anos e meio de prisão.

Dessa vez, a acusação é sobre um suposto pagamento de propina por parte da construtora Odebrecht. Segundo a denúncia, a empresa comprou um terreno para a construção de uma nova sede para o Instituto Lula. A empreiteira também teria comprado um apartamento vizinho ao que o ex-presidente mora, em São Bernardo do Campo. O imóvel é alugado desde 2002 e abriga, principalmente, os seguranças que fazem a escolta de Lula.






Fonte: G1
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