Lula diz que está sendo tratado pior do que outros investigados

O ex-presidente Lula disse que está com "vontade de brigar"

Em discurso enfático na tarde dessa segunda-feira, o ex-presidente Lula disse que está com "vontade de brigar" e que, se precisar, terá que ser candidato para fazer mais.

O petista participou, em Brasília, do seminário "Estratégias para a economia brasileira: desenvolvimento, soberania, inclusão", promovido pela Fundação Perseu Abramo, ao lado de outras lideranças do partido.

Alvo da Lava-Jato e já réu em cinco ações, Lula disse que está sendo tratado pior do que outros investigados.

- Está chegando a hora de parar com o falatório e mostrar a prova. Quero que mostre um real fora do país (nas minhas contas). Prove um, não estou pedindo dois, um real. Prove um desvio de conduta na condução da Presidência. Estou com muita vontade de brigar!- afirmou Lula.

-Não estou sendo tratado igual aos outros (conforme a lei), estou sendo tratado pior. Vamos enfrentar essa batalha pela frente- completou o petista, que foi aplaudido pelo público que participava do seminário: "Estratégias para a economia brasileira: desenvolvimento, soberania, inclusão", na capital federal.

Lula no seminário: "Estratégias para a economia brasileira: desenvolvimento, soberania, inclusão"
Lula no seminário: "Estratégias para a economia brasileira: desenvolvimento, soberania, inclusão"


-Não marquei dia três e não desmarquei dia. Não estou preocupado com a data, a data é do juiz Moro. Na hora em que for marcado, quem deseja a verdade só é o companheiro Lula. Agora, parece que a grande prova contra mim é o pedágio (dos carros do instituto Lula). Não vou ser atacado, porque será a primeira vez que estarei me defendendo. Estou tranquilo, não estou preocupado com nada - comentou.

Lula disse que não se pode deixar ser eleito um "fascista" em 2018 e pediu que o PT vá às ruas.- Nossas divergências são pequenas diante do ódio que acumularam lá fora contra o PT. Quando mais a gente for para rua, mais a gente vai diminuir essa distância entre nós e o povo. Se for indicado por vocês e tudo der certo para ser candidato, tenho que fazer um pouco mais- analisou Lula, que ainda acrescentou

-Eles que estão criminalizando o que antes não criminalizavam e não temos que ter vergonha de sermos políticos. O povo está descontente com os políticos, ótimo, para que nas próximas eleições votem em gente melhor. O que não dá é odiar a política e indicar um fascista para comandar o país.

Ao entrar no auditório onde acontece o evento, Lula foi recebido a gritos de "Brasil urgente, Lula presidente" e "Lula, guerreiro do povo brasileiro". Antes, foi cercado por simpatizantes e posou para fotografias com alguns deles.

Anunciado antes de sentar à mesa como grande líder do partido, Lula foi saudado pelos governadores petistas do Piauí, Wellington Dias, e do Acre, Tião Vianna, como "cacique" e "irmão maior da Amazônia brasileira, respectivamente.

Durante a sua fala, Wellington Dias defendeu a candidatura de Lula nas eleições do ano que vem e foi ovacionado pelos participantes do evento, que lotaram o auditório do Centro Internacional de Convenções do Brasil, na Asa Sul da capital federal.

"Não pode ter um segundo golpe no Brasil!", repetiu três vezes o governador piauiense. "O novo golpe seria querer um tapetão. Contra a lei, impedir que um homem chamado Luiz Inácio Lula da Silva correr à Presidência da República. Aqui está em jogo a nossa honra e a nossa coragem", declarou.

A jornalista Samantha Cavalca mostrou a chegada do ex-´presidente Lula ao seminário e ainda acompanhou o discurso do petista no evento. Assista abaixo




Fonte: O Globo
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