Marcelo Crivella toma posse no Rio e promete austeridade

Cerimônia foi realizada na Câmara Municipal do Rio

Tomou posse neste domingo (1º) o prefeito eleito do Rio, Marcelo Crivella, de 59 anos. A cerimônia foi realizada na Câmara Municipal, no Centro, em sessão que também deu posse aos 51 vereadores eleitos em 2016. Em seu discurso, Crivella defendeu cortes no orçamento prometeu austeridade.


"A ordem é a seguinte: é proibido gastar", declarou em seu discurso de posse. "O país está em crise. O Rio de Janeiro está em crise. A cidade está nesse cenário. É tempo de cautela."

No início do discurso, Crivella disse que fará um governo sem promessas que não pode cumprir. "É com fé e sem medo que assumo a prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. Venho cumprir o mandato que recebi do povo com a determinação de cuidar das pessoas (...) Não fomos o candidato das promessas, não seremos o prefeito das ilusões."

Prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Crédito: Reprodução)
Prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Crédito: Reprodução)

Crivella agradeceu diversas vezes a Deus, aos familiares e aos aliados políticos. Destacou-se os agradecimentos a líderes de outras denominações religiosas.

"Pela primeira vez eu pude me aproximar da Igreja Católica, e peço aqui um tributo ao Dom Orani, que mesmo em meio às acusações, olhou com bons olhos, com maturidade", destacou Crivella que também citou o bispo Edir Macedo.

O prefeito contou que a área da saúde receberá atenção especial. "Vamos ampliar a rede de saúde da família, mas antes colocá-la em pleno funcionamento", contou Crivella.

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Também destacou a necessidade de capacitação dos professores e a necessidade de investimento na formação das crianças e jovens. "É nosso objetivo caminhar para a universalização da creche e pré-escola em horário integral. Vamos também melhorar a nota no ideb", afirmou Crivella.

O gabinete do prefeito será assessorado por um conselho de "notáveis" que o ajudarão a estabelecer um calendário de eventos de destaque para a cidade.

O prefeito publicou 78 decretos no Diário Oficial neste domingo. Perguntado sobre qual seria o decreto mais importante, ele explicou que nos meses quentes vai lutar pelo combate às doenças de verão. "Acho que é o combate às doenças de verão, sobretudo a chikungunya, a zika e a dengue", explicou.

De acordo com o regimento interno da Casa e da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro, a sessão foi presidida pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC), o mais votado da nova legislatura, com 106.657 votos. Este é o quinto mandato de Bolsonaro na Câmara.

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Fonte: G1
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