PF faz busca e apreensão no gabinete de deputado irmão de Geddel

É um desdobramento da operação que apreendeu R$ 51 mil na BA

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na manhã desta segunda-feira (16) no gabinete do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) na Câmara dos Deputados.

A ação é um desdobramento da operação que apreendeu no mês passado R$ 51 milhões em espécie dentro de um apartamento em bairro nobre de Salvador.

Lúcio é irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, por suspeita de ser o dono do dinheiro.

A operação desta segunda-feira – a primeira sob o comando da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge – investiga se há relação entre o deputado federal e os R$ 51 milhões encontrados no 'bunker'. Os investigadores querem saber se ele poderia ser beneficiário ou intermediário do dinheiro.

PF ocupa andar do gabinete do deputado  (Crédito: G1)
PF ocupa andar do gabinete do deputado (Crédito: G1)



A operação foi realizada pela Polícia Federal a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR). Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF.

A PF também cumpriu mandados de buscas na residência de Lúcio Vieira Lima em Brasília e no apartamento em que ele vive com a família em Salvador.

Além das residências e do gabinete do irmão de Geddel, outro alvo dos mandados judiciais desta segunda é Job Ribeiro Brandão, secretário parlamentar lotado no gabinete de Lúcio Vieira Lima. Vinculado à Câmara desde 2010, Brandão tem salário de R$ 14,3 mil, segundo informações do Portal de Transparência da casa legislativa.

Job Ribeiro Brandão se tornou alvo da Polícia Federal porque os investigadores encontraram digitais dele no apartamento em que estavam escondidos os R$ 51 milhões e até em parte do dinheiro.

Dinheiro apreendido em apartamento usado como 'bunker' (Crédito: G1)
Dinheiro apreendido em apartamento usado como 'bunker' (Crédito: G1)


EVIDÊNCIAS

A Polícia Federal e a PGR justificaram o pedido de busca e apreensão nos endereços ligados ao deputado por terem encontrado quatro indícios concretos de envolvimento de Lúcio com o "bunker". Os pontos são:

1) o proprietário do local usado como "bunker", Silvio da Silveira, confirmou em depoimento que emprestou o imóvel para o parlamentar;

2) a síndica do prédio, Patrícia Queiroz, também corroborou com as declarações do dono do apartamento sobre o empréstimo, dizendo que a chave foi entregue aos irmãos Vieira Lima;

3) a identificação de uma fatura bancária em nome de Marinalva de Jesus, empregada doméstica de Lúcio;

4) identificação de impressões digitais de Job Ribeiro, assessor do parlamentar;

O relatório com as novas impressões digitais encontradas no apartamento foi entregue ao Supremo no dia 26 de setembro. O laudo atesta que foram achadas digitais do dedo médio e do anelar da mão esquerda do secretário de Lúcio.

A decisão do ministro Edson Fachin foi concedida no dia 11 de outubro, na última quarta-feira.

Deputado Lúcio Vieira Lima  (Crédito: G1)
Deputado Lúcio Vieira Lima




Fonte: G1
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