Votos contra Temer crescem 4 vezes mais que os favoráveis na CCJ

150 deputados declararam voto a favor da acusação nesta manhã

Entre o último domingo e a manhã desta sexta-feira, mais oito deputados que integram a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara declararam apoio à abertura do processo contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva. Enquanto isso, apenas dois parlamentares falaram abertamente que votarão para engavetar a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Temer.

Em cinco dias, os votos contra o presidente na comissão cresceram quatro vezes mais que as declarações de apoio ao presidente.

Ao todo, a CCJ tem 66 titulares. Diante do aumento de votos contrários a Temer, líderes da base aliada começaram a se movimentar para trocar integrantes da comissão, com o objetivo de barrar a denúncia. Integrante da tropa de choque de defesa do presidente, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) será membro titular do colegiado. A indicação de Marun, no entanto, ainda não havia sido oficializada até a manhã desta sexta-feira.

Mesmo com a mudança, o número de votos a favor da denúncia contra Temer não cai. Isso porque Marun vai substituir o deputado José Fogaça (PMDB-RS), considerado independente, e que não declarou seu voto.

A votação na CCJ é o primeiro passo, na Câmara, para autorização ou não da denúncia. O relator, deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), deve apresentar seu parecer na semana que vem.

Até a manhã desta sexta-feira, 150 deputados declararam voto a favor da acusação, 29 parlamentares a mais que no domingo, quando eram 121 votos contra Temer. O número de deputados que declararam voto contra a denúncia, subiu menos. No domingo, eram 44 votos pró-Temer. Agora, 60 deputados dizem que votarão contra a acusação da PGR.

Para a denúncia da PGR contra Temer ser aceita, é necessário o apoio de 342 dos 513 deputados. Temer é acusado de corrupção passiva. Se a Câmara autorizar, a denúncia será analisada pelo STF. Caso o Supremo autorize a abertura da ação penal, o presidente é afastado do cargo por até 180 dias.


Fonte: O Globo