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Posse de Bolsonaro terá agentes disfarçados no público e ‘snipers'

Atentado sofrido por Bolsonaro impulsionou medidas de segurança

Posse de Bolsonaro terá agentes disfarçados no público e ‘snipers"
Bolsonaro | Pablo Jacob/Pablo Jacob
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A posse de Jair Bolsonaro (PSL), no dia 1º de janeiro, terá o maior esquema de segurança da história do evento. O atentado sofrido pelo então candidato, em setembro, e as denúncias de ameaças feitas contra ele após a eleição aumentaram a preocupação dos que participam do planejamento, que vem sendo discutido há semanas em grupos que reúnem a equipe do atual presidente, Michel Temer (MDB), e a de transição.

 (Crédito: Pablo Jacob/Pablo Jacob)
(Crédito: Pablo Jacob/Pablo Jacob)


Doze mil agentes trabalharão na operação. O maior esquema de segurança para uma posse presidencial montado até hoje foi o empregado quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu o cargo pela primeira vez, em 2003, com 8,2 mil homens das forças de segurança. Na última cerimônia do tipo, em 1º de janeiro 2015, dia em que Dilma Rousseff (PT) deu início ao seu segundo mandato, foram 4 mil.

Atiradores de elite, os “snipers”, ficarão posicionados em prédios da Esplanada dos Ministérios e haverá um grande contingente de agentes disfarçados entre os espectadores, durante todo o tempo em que Bolsonaro estiver exposto ao público. O culto na Catedral de Brasília e o desfile em carro aberto até o Congresso ainda não estão garantidos.

— Estão todos torcendo pela chuva em Brasília. Se o tempo ajudar, o presidente não precisará desfilar em carro aberto — disse ao EXTRA um auxiliar do governo.

Segundo auxiliares da Presidência revelaram ao EXTRA, todo o evento está sendo pensado de modo a reduzir ao mínimo possível o risco de um atentado com arma de fogo contra o presidente eleito, que usará colete à prova de balas. Por causa da estrutura de segurança, o custo total da posse deve chegar a cerca de R$ 1 milhão, quase o dobro de eventos anteriores.

DETALHES DA CERIMÔNIA

AGENTES

Os 12 mil homens envolvidos no esquema de segurança da posse serão integrantes das Forças Armadas, das polícias federal, civil e militar, dos Bombeiros e do departamento de trânsito do Distrito Federal.

ZONA DE EXCLUSÃO

A Esplanada dos Ministérios será isolada e convertida numa espécie de zona de exclusão alguns dias antes da posse. Bloqueadores de radiofrequência serão utilizados para dificultar a comunicação entre possíveis criminosos. Militares do Exército vão isolar e monitorar todo o entorno da Esplanada.

HORÁRIO

A sessão solene que dará posse ao 38º presidente da República do Brasil, no Congresso, será às 15h do dia 1º de janeiro de 2019.

QUEM CUIDA

A área do desfile e o evento no Palácio do Planalto serão controlados pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência. No Congresso, a segurança será feita pela Polícia Legislativa.

CERCAS

O governo comprou 32 quilômetros de cercas de aço para isolar o perímetro e criar espaços controlados de circulação para o público na Esplanada. Além de revistar cada pessoa, haverá controle de volumes, até garrafas d'água serão fracionadas para evitar possíveis ataques com coquetel molotov.

AMEAÇAS

Como revelou recentemente o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, o serviço de inteligência do governo descobriu planos para matar Jair Bolsonaro, incluindo até a participação de grupos terroristas internacionais, além do emprego de atiradores de elite e carro-bomba. No dia 6 de setembro, quando fazia campanha em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro levou uma facada na barriga e precisou passar por duas cirurgias. Por conta da lesão no intestino, ele usa bolsa de colostomia, que será retirada em nova cirurgia, marcada para 28 de janeiro.

PÚBLICO

A expectativa é de que a passagem de bastão de Temer para Bolsonaro atraia um público de cerca de 100 mil pessoas para a Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

DESCONVIDADOS

O Ministério das Relações Exteriores informou ontem que ‘desconvidou’ os presidentes de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e da Venezuela, Nicolás Maduro, para a posse. O Itamaraty ressaltou que recebeu da equipe do presidente eleito “a recomendação de que todos os chefes de Estado e de governo dos países com os quais mantemos relações diplomáticas deveriam ser convidados”. A decisão de retirar o convite a Cuba e Venezuela foi tomada depois, também por recomendação do governo eleito, e “exigiu uma nova comunicação a esses dois governos”.


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