Robôs poderão substituir trabalhadores humanos em 10 anos

Robôs podem substituir cerca de quatro milhões de trabalhadores

De acordo com uma pesquisa elaborada pela empresa de mercado YouGov e pela Royal Academy of Arts, os robôs podem substituir cerca de quatro milhões de trabalhadores humanos em seus serviços, ao longo da próxima década, no Reino Unido (UK). Isso representa 15% da força de trabalho do país.


Os pesquisadores questionaram os líderes empresariais sobre como acreditam que a automação e a inteligência artificial (AI) afetarão a indústria nos próximos anos. Mais de 20% dos empregadores em finanças, contabilidade, transporte e distribuição afirmaram esperar que mais de 30% dos empregos da área sejam automatizados até 2027, havendo a substituição da mão de obra humana pelos robôs .

É possível notar a integração de máquinas robóticas na força de trabalho, suprindo demandas de diferentes setores. Para os pesquisadores, a nova tecnologia está oferecendo benefícios para o mundo empregatício, que simplesmente não podem ser ignorados. Entretanto, é crucial se atentar também ao impacto sobre a sociedade em geral.

Humano vs. Máquina

Muitas máquinas estão sendo consideradas mais capacitadas a realizarem certas tarefas do que os seres humanos. Elas não se aborrecem, podem ser projetadas para um propósito específico, e se quebram, geralmente podem ser consertadas com relativa facilidade. Em condições equitativas, a pesquisa mostra que não há como humanos competirem com as criaturas sintéticas.

Além disso, podem aumentar a produtividade geral fazendo trabalhos mais pesados, difíceis e até mesmo desagradáveis. Ou seja, aqueles que os trabalhadores humanos preferem evitar. Muitos especialistas apontaram que os humanos podem ter o melhor dos dois mundos.

"O Reino Unido deve aproveitar ao máximo as oportunidades econômicas que as novas tecnologias oferecem", expôs o secretário-geral da Federação Sindical Britânica (TUC) ao The Guardian . "O robô e a AI podem nos deixar produzir mais por menos, aumentando a prosperidade nacional. Mas precisamos falar sobre quem se beneficia – e como os trabalhadores conseguem uma parcela justa".

Diversas soluções para esse fator foram dadas. Alguns argumentaram que um imposto sobre os robôs é a melhor maneira de garantir que ninguém seja incapaz de se sustentar, enquanto outros sugerem que a renda básica universal se torne a norma. A maior questão é a rapidez com que a automação será adotada. Se for um processo estável, será mais fácil realocar os trabalhadores humanos em outros papéis para ajudar a tirar proveito do aumento da produtividade. Se for repentino, isso será muito mais difícil.

 (Crédito: Shutterstock)
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Fonte: iG
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