Surto de febre amarela faz governo alterar regras para doar sangue

Regras são mais rigorosas para áreas ou cidades de risco

A fim de prevenir a transmissão do vírus da febre amarela, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o Ministério da Saúde publicaram notas técnicas sobre os critérios clínicos para triagem de candidatos à doação de sangue e potenciais doadores de órgãos e tecidos.


A medida foi tomada não apenas pelo aumento no número de casos de febre amarela , mas também pela vacinação contra doença que foi intensificada. De acordo com a Anvisa,  as notas “alertam para a necessidade de se considerar o risco de transmissão dessa doença por meio de transfusão sanguínea ou transplante. Isso porque há relatos de transmissão do vírus da febre amarela por transfusão, após a vacinação de doadores de sangue”.

A Nota Técnica Conjunta N° 11 de 2017 diz que candidatos à doação de sangue que tenham sido vacinados recentemente deverão esperar pelo menos quatro semanas, a contar da data da vacinação, para realizar a doação. Já aqueles que foram infectados pelo vírus devem ficar inaptos por um período de seis meses após a recuperação clínica completa.

As regras são mais rigorosas para aqueles que vivem em áreas silvestres, rurais ou de mata dos municípios com casos suspeitos ou confirmados da infecção aguda. Quem não confirmar que foi vacinado não poderá doar. Já viajantes que não receberam o imunizante serão considerados inaptos por 30 dias.

Órgãos e tecidos

Potenciais doadores de órgãos que foram infectados pelo vírus deverão ser considerados inaptos por um período de 30 dias após recuperação clínica completa. No caso de doação de tecidos, o período aumenta para seis meses. Os outros critérios seguem as mesmas normas da nota sobre doação de sangue.

“Os critérios referentes ao período de inaptidão clínica poderão ser mais restritivos, caso estes serviços avaliem ser mais apropriado para a realidade epidemiológica local”, diz ainda a Anvisa.



Fonte: iG
logomarca do portal meionorte..com