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Mulheres são presas por criticar governo indiano no Facebook

A primeira escreveu uma mensagem criticando o governo autoritário do país, enquanto a segunda curtiu a postagem.

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As indianas Shahien Dhada e Ruhi Shrinivasan foram presas pela polícia da Índia por conta de uma publicação no Facebook. A primeira escreveu uma mensagem criticando o governo autoritário do país, enquanto a segunda curtiu a postagem. No entanto, uma integrante do partido de direita local viu a publicação e denunciou as duas para as autoridades. Dois dias depois, a dupla foi detida.


Mulheres são presas por criticarem governo indiano no Facebook

No último sábado (17), faleceu Bal Thackeray, político direitista fundador do partido Shiv Sena. Quando a notícia chegou à Mumbai, o comércio da cidade fechou em respeito ao político. No seu funeral, cerca de um milhão de pessoas foram prestar a última homenagem à Thackeray. No entanto, Shahien Dada não gostou nada disso e resolveu desabafar na rede social.

?Pessoas como Thackeray nascem e morrem todo dia e ninguém fecha a cidade por causa disso.

Respeito é ganho, não dado e definitivamente não forçado. Hoje, Mumbai se fecha por medo e não por respeito?, desabafou a jovem, de 21 anos, segundo o jornal local "Mumbai Mirror".

A reclamação, curtida por Ruhi Shrinivasan, foi denunciada por Bhushan Sanke, membro do partido Shiv Sena, à polícia. Na segunda-feira (19), dois dias depois da postagem, ambas foram presas acusadas de violarem diversas leis do país ao fazerem declarações ?criando ou promovendo a inimizade?. Além disso, o consultório onde o tio de Dhada trabalha foi atacado por vândalos defensores do Shiv Sena em retaliação aos comentários dela.

As jovens são acusadas de desrespeitarem a Seção 295 A do Código Penal Indiano, que proíbe ?atos maliciosos que tenham como intuito ofender qualquer classe religiosa? e a Seção 66 A, que diz que é ilegal o uso de redes sociais para comentários maldosos. As duas passariam 14 dias na cadeia, porém ambas pagaram finança de aproximadamente US$ 270 (cerca de R$ 560) e já estão em liberdade.


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