Tesoureiro é detido acusado de furtar R$ 390 mil de empresa

A polícia encontrou o dinheiro em malas na casa do acusado

O tesoureiro de uma empresa de transporte de valores é acusado de furtar cerca de R$ 390 mil em dinheiro em Poços de Caldas (MG). De acordo com a polícia, o suspeito fraudava planilhas para desviar o dinheiro que passava pela empresa. 

Na casa do acusado foram encontrados R$ 390 mil dentro de uma mala, mas a suspeita é que o golpe dado por ele seja de R$ 600 mil em oito meses.

A Polícia diz que a fraude foi descoberta por funcionários que perceberam um desvio de R$ 170 mil somente no dia 4 de novembro e com isso uma auditoria foi aberta.

"Primeiro o rapaz alegou que esse dinheiro era fruto da venda de um imóvel do sogro em São Paulo e que ele havia doado para sua filha. Uma história inverossímil, que nós não acreditamos", revela o delegado regional Sérgio Elias Dias. Ao ser interrogado, o suspeito confessou o crime.

Os malotes chegavam de bancos ou empresas à transportadora e passavam pelo tesoureiro, que retirava uma quantia para si e registrava como se nada tivesse sido extraído. "Havia uma fraude de planilhas, ele fazia uma simulação documental, por isso ele conseguiu levantar tanto volume sem que fosse percebido", afirma o delegado.

Dinheiro encontrado na casa do acusado
Dinheiro encontrado na casa do acusado

Ainda de acordo com a polícia, ele disse que os furtos eram feitos há pelo menos oito meses e a casa em que ele mora atualmente teria sido comprada com dinheiro das fraudes, no valor de R$ 170 mil.

O homem ainda não ficará preso, mas será indiciado por furto qualificado. "Vamos checar e pedir o bloqueio de contas para que a empresa seja 100% ressarcida no que foi desviado", concluiu Dias.

Ainda conforme a Polícia Civil, o funcionário foi demitido por justa causa pela empresa. A polícia deverá pedir que a casa comprada com o dinheiro desviado seja bloqueada pela Justiça, para depois definir como ela será repassada à empresa. A Prossegur informou que está colaborando com as investigações.

Fonte: G1
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