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Viciado em micaretas, empresário viaja a cada 15 dias atrás de festas

Henrique Coelho, 32, percorre o país em busca de carnavais fora de época. Empresário participa pela quinta vez de micareta em Ribeirão Preto, SP

Viciado em micaretas, empresário viaja a cada 15 dias atrás de festas
Henrique Coelho curtiu o Carnabeirão em Ribeirão Preto | Fábio Rezende/G1
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Ele já perdeu as contas de quantas micaretas participou nos últimos 11 anos e pelo menos uma vez a cada duas semanas viaja pelo Brasil em busca de trios elétricos. É essa a rotina do empresário paulistano Henrique Coelho, de 32 anos. Viciado em micaretas - foram pelo menos 60 no ano passado - Coelho participa pela quinta vez, neste final de semana, do Carnabeirão, em Ribeirão Preto (SP).

O empresário diz não saber exatamente o quanto gasta com a folia. "Os preços variam muito, depende o local e dos custos com viagem e hospedagem", diz. Nos últimos dois finais de semana, os gastos foram de R$ 1,3 mil: um ingresso de R$ 480 para a gravação do DVD do Chiclete com Banana, R$ 150 para um show de axé em São Paulo e R$ 700 para o Carnabeirão.

A paixão pelas micaretas não fica somente por aí. Além da presença confirmada em praticamente todos os eventos do tipo, o empresário e dois amigos participam das festas de uma maneira inusitada: fantasiados de coelho. Munido de abadá, orelhas de coelho e plaquinhas do tipo "Pela memória de Wando, me entregue a sua calcinha", o grupo ganhou fama pelas micaretas e garante ser reconhecido até por cantores como Cláudia Leitte e Bell, do Chiclete com Banana.


Viciado em micaretas, empresário viaja a cada 15 dias atrás de festas

"A Claudinha Leitte, sempre que nos encontra, faz um sinal de orelhas com a mão e pede que a gente empreste para ela cantar. E o Bell, do Chiclete, sempre chama os coelhos foliões quando canta "Cometa Mambembe", diz Henrique Coelho.

A ideia

As fantasias personalizadas surgiram em 2005, quando os amigos resolveram se caracterizar de bichos em um carnaval. "Era época de uma campanha publicitária com bichinhos de pelúcia. Cada um foi fantasiado de um animal. Tinha cachorro, coelho, gato, urso, leão... Mas o que funcionou mesmo foi o coelho. As mulheres curtiram e passamos todos a nos fantasiar de coelho a partir dali", afirma.

Já as plaquinhas foram adotadas em 2010, na época das eleições presidenciais. "Estávamos no Carnalfenas [micareta de Alfenas-MG], e soubemos que o show terminaria mais cedo por causa da Lei Seca. Levamos uma placa. Foi aí que percebemos que dá para interagir com a multidão", afirma.


Viciado em micaretas, empresário viaja a cada 15 dias atrás de festas

Para o Carnabeirão, o empresário vem com placas personalizadas para Ribeirão Preto: "Em Ribeirão, beije um coelho folião!" e "Na terra do Pinguim, vem dar um beijo em mim!". Coelho confessa que as plaquinhas ajudam na abordagem com a mulherada, mas diz que a brincadeira é o que mais lhe agrada. "A ideia não é o saldo com as meninas. As frases surtem efeito de forma que é impossível as mulheres não rirem, seja pela inocência, seja pela surpresa ou por ser besta mesmo", diz.

O empresário vê nas andanças pelos trios elétricos um jeito diferente de encontrar e conhecer pessoas dos quatro cantos do país. "A micareta é onde eu carrego minhas baterias, encontro os amigos. Onde esqueço do mundo pra dar risada, beber, cantar, pular e conhecer pessoas especiais", afirma.


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